Existem diversas maneiras de ajudar, e uma delas é ajudando a divulgar este Blog.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Você fica triste no Natal?

Infelizmente muitas pessoas se sentem assim nessa data. Fiz uma pesquisa aqui mesmo com as pessoas que trabalham próximo a mim e constatei: para muitos o Natal é uma época triste.
Os motivos são vários: um perdeu o pai em dezembro e por isso fica triste com saudade, outra diz que não gosta de Natal porque nunca comemorou essa data em família, e por isso passa a noite de Natal andando por aí, depois volta pra casa e dorme, outra diz ainda que nunca teve Natal e para ela essa data lembra solidão, para outros essa data representa bebedeiras e brigas, outros simplesmente não gostam sem saber direito porquê… são muitas histórias…
Lembro que houve um tempo em que eu também ia ficando pra baixo quando chegava dezembro: primeiro porque eu sabia que não iria ganhar aquele presente tão esperado, enquanto meus primos desfilariam suas roupas novas abrindo caixas e mais caixas de presentes, que ciúme! Segundo porque eu sempre quis ter uma árvore bem bonita e pisca-pisca na minha casa mas nunca tinha. Terceiro, era porque eu ouvia “Noite feliz” e ficava morrendo de dó de Jesus, “pobrezinho, nasceu em Belém”, imaginando a cena do seu nascimento, que foi tão pobre, tão simples, e com certeza tão sofrido quando José e Maria andavam pelas hospedarias e não encontravam lugar para ficar, isso me dava muita vontade de chorar.
O tempo passou, montei a árvore, ganhei presentes, enfeitamos a casa com pisca-pisca, mas o melhor de tudo: fiz uma experiência verdadeira com Deus e descobri o mistério de amor que é o Natal, um Rei que nasce humilde para nos trazer vida nova. Hoje eu amo celebrar o Natal em família, ir à missa, ver todo mundo é bom demais! Mas ainda tenho vontade de chorar… isso acontece quando penso nas crianças que passarão o Natal nas ruas, nos hospitais, naqueles que estarão longe de casa, os que esperarão o pai bêbado chegar, os que não terão nenhuma delícia para a ceia… E quando eu penso nisso, logo me vem a responsabilidade: eu preciso fazer alguma coisa! Não conseguirei dar um Natal melhor a todos os sofredores do mundo, sequer da minha cidade, mas tenho certeza que posso fazer melhor o Natal de uma pessoa, de uma família. Alimentos, roupas, presentes, presença, sei lá, sempre há algo a fazer. E o mais interessante disso é que a pessoa mais beneficiada nessa brincadeira serei eu mesma, porque quando saímos do nosso egoísmo, a vida passa a ter um significado especial. Seu Natal tem sido sem graça? Você ficava deprimido nas festas de fim de ano?

Alegria! Jesus vai nascer e trazer a esperança de um mundo melhor que precisa começar por mim e por você! Por isso, mãos a obra! Fazer os outros felizes dá sentido não só ao Natal, mas também a nossa vida!


NATAL FELIZ É NATAL COM CRISTO. FELIZ NTAL!

Assunto da Semana de Natal...

O Natal está chegando e o assunto da semana amigos do Blog da comunidade, tem tudo a ver com essa época: a Caridade.
Sabemos que em nossa Paróquia temos a Creche Madre Palmira, e eu fiquei muito feliz com o testemunho que a criançada deu, pelos gentos e formas de caridade que eles tem pelos próprios amiguinhos. É claro que você pode estar se perguntando: mas e eu? Será que eu ajudo as pessoas como deveria? Será que eu sou uma pessoa caridosa?
Uma ótima forma de você fazer este questionamento é ter como referencia a Palavra de Deus. Faça a experiência e leia a Primeira carta de São João, capítulo 3, versículo 16 até o versículo 19. Você vai ver como essa palavra vai te ajudar e muito, e te motivar a sempre fazer o bem.
E é claro, depois de rezar com essa Palavra, conte pra gente como foi a experiência. O seu comentário, como você já sabe, ajuda muito a comunidade do blog a ser cada vez mais de Deus.
Lembre-se: só exerce a perfeita caridade aquele que tem uma experiência viva com Jesus Cristo.

Aproveite este tempo de Advento e se prepare bem para viver um Santo Natal, cheio de amor e caridade para todos.
Deus abençoe.
Leandro Lima

Vamos dar o melhor presente!


Quando nós amamos alguém, sempre queremos estar perto dessa pessoa e oferecer-lhe o que temos de melhor e o que sabemos que vai fazê-la feliz.

O maior de todos os presentes que podemos hoje ofertar a alguem é pedir a Deus que esta pessoa seja cheia do Espírito Santo.

Vamos fazer a experiência? Certamente, ela não será mais a mesma, a sua vida será plenamente transformada e tudo ganhará um novo sentido, um novo entusiasmo e uma plena alegria.

“Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (Lc 1,41).

Jesus, queremos hoje ser instrumentos da Sua graça, para que todas as pessoas que o Senhor puser na nossa vida fiquem cheias do Divino Espírito Santo.

Jesus, eu confio em Vós!
FONTE: Luzia Santiago

À espera do Natal

Natal é tempo de receber o Presente

Mal começa a preparação de uma festa, qualquer que seja, a febre das compras e das vendas incendeia o comércio. Comprar, para quem tem um bom poder aquisitivo, é fonte de prazer; e vender, para quem comercia, é fonte de lucro. O comércio é o lugar da troca. O dinheiro é o documento que, desde tempos muito antigos, simplificou esta coisa admirável de cambiar serviços e bens.

O papel-moeda, ou simplesmente, a moeda, dá ao portador o direito de receber algum bem ou serviço por já ter oferecido a outros algum bem ou serviço. Que invenção bonita é o dinheiro! O pedreiro, que assentou tijolos, leva consigo a nota de cem reais que comprova ter ele colaborado para construir o abrigo de uma família. Com esse documento nas mãos ele entra no supermercado e volta para a casa com a sacola cheia do alimento que garante a vida de seus filhos.

A sociedade atual, tão complexa, seria um caos sem o dinheiro. Mas como tudo que é sagrado pode ser corrompido, também o dinheiro, símbolo do suor de quem luta para sobreviver com dignidade, deixou de ser o que é: um facilitador da troca amorosa de bens e de serviços, para se tornar, na expressão de Marx, um fetiche.

A idolatria do dinheiro, a voracidade de tudo possuir, a insegurança de não ter e o medo de ficar sem, paralisam o que de melhor existe no ser humano: a alegria da reciprocidade. Há os que acumulam por acumular e morrem sem ter colaborado para a construção do bem comum através do dinheiro que ganharam. Há ainda os que assaltam, carregando títulos de serviços prestados por outros. Há os que dilapidam e se apropriam indebitamente desta coisa bonita, chamada imposto, e que deveria ser oferecida com a alegria de quem se coloca a serviço do bem comum. Mas há pessoas generosas, empresas conscientes de sua importância na construção da paz social, há uma economia de comunhão em andamento no mundo. Nem tudo está perdido.

Mas o que pensar das compras e vendas por ocasião do Natal? E dos presentes? Admirável comércio este que celebramos no Natal. Que troca estupenda! “Ele se fez pobre para nos enriquecer com Sua pobreza”. Seu presente é Sua Presença. Há filhos de pais ricos que ganham presentes, mas não recebem o mais desejado: a Presença, o diálogo, a troca amorosa. Natal é tempo de receber o Presente. Não precisa de dinheiro, basta preparar o coração. Ele veio a primeira vez na humildade, despojado de qualquer poder, em tudo igual a nós, – só não pecou e nem estava inclinado ao pecado –, para salvar-nos da desgraça que nós mesmos havíamos construído. Ele foi, desde a manjedoura, presença da infinita misericórdia de nosso Deus e Pai que n’Ele, seu Filho Unigênito, se curvou sobre nossa miséria e pequenez para envolver-nos em sua infinita ternura.

Os pastores, ao se abeirarem do Recém-Nascido, n'Ele viram uma pobre Criança como as que lhes nasciam em suas próprias casas. Leram-Lhe, entretanto, a infinita dignidade nos olhos enternecidos da mãe que, em profundo silêncio, contemplava no improvisado e pobre berço, envolto nos panos de nossa humana fragilidade, o mistério que lhe acontecera quando da anunciação do Anjo e que por nove meses ela abrigara em seu virginal ventre. Em tão adversas e inesperadas circunstâncias lhe nascera o Filho e sua alma continuou a cantar com igual alegria o hino de exultação pelo poder de seu Deus, que escolhera vir pobre entre os mais pobres. Dispersem-se os soberbos e caiam por terra os poderosos diante do mistério da onipotência amorosa de Deus, que vence todas as distâncias para mergulhar em nossa condição, – até a cruz – e deixar-se tomar pelas nossas trevas para iluminar-nos com Sua luz. Ele virá uma segunda vez para abolir definitivamente toda escravidão e instaurar o dia sem ocaso, só feito de luz, na justiça e na verdade, alegria eterna de um amor sem fim.

Entre a primeira e a segunda vinda estamos nós. Se acolhermos a mensagem da primeira, Ele faz morada em nós, com o Pai e com o Espírito, e nós poderemos já pré-gustar, no caminho, a felicidade da chegada e do encontro definitivo. Seja este Advento o tempo de meditar essas coisas e com Maria experimentar a verdade do Natal: encontro com o Deus que vem. Para isso, escutemos João Batista, pois ele é a “voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas para ele.

Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas, as vias tortuosas serão endireitadas e os caminhos esburacados, aplanados. E todos verão a salvação que vem de Deus” (Lc 3,4-6). E João recomendava: “Quem tem duas túnicas, dê uma a quem não tem e quem tiver comida faça o mesmo...” E aos cobradores de impostos: “não cobreis mais do que foi estabelecido”...E aos soldados: “não maltrateis a ninguém, nem tomeis dinheiro à força...” (Lc 3, 10-14). Cada um de nós tem o que mudar na própria vida.

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues
Arcebispo de Sorocaba

O que você está esperando?



Durante muito tempo, nessa época do ano eu começava a esperar….
esperar a bicicleta, esperar o vídeo game, esperar o patinete, esperar a boneca, esperar o violão,esperar o aparelho de som,esperar o vestido, a sandália…
esperar…
esperei tanto que até esqueci quanta coisa eu esperei… e muitas dessas coisas nunca chegaram.
Por causa disso, muitos dos meus Natais tiveram gosto de frustração, por ver meus primos com tantos presentes, tantas caixas, brinquedos barulhentos, grandes, vistosos… e eu ali, esperando…
Sei que essa cena pode se repetir em tantas casas, com tantas crianças, adolescentes e até adultos que vivem esperando, eu também ainda espero, mas hoje minha espera tem gosto de alegria, esperança, e certeza de que o presente vai chegar.
Não é porque a situação finaceira tenha mudado, mas é que meu coração mudou e hoje eu sei onde encontrar o verdadeiro presente.
Se você já descobriu que presente é esse, com certeza seu Natal tem um sentido especial, com certeza seu Natal significa muito mais do que a noite de ganhar caixas e pacotes coloridos.
NATAL É A CHEGADA DO GRANDE E MAIOR PRESENTE: JESUS! Que vem para todos, até para os que não O esperam.
FONTE: Canção nova

sábado, 14 de novembro de 2009

1 ano se passou... Aniversário de Ordenação de Frei André Luiz, OFM

BLOG – Fale um pouco de sua vida, e da vocação. E quem é o Frei André?

FREI ANDRÉ – Nasci na cidade de Barra do Garças/MT, em 18 de maio (mês de Maria) de 1979. Filho de Evangelista Moreira dos Santos e Abadia Nascimento dos Santos. Sou o caçula de um casal de irmãos. Fui batizado na paróquia Santo Antônio, aos 18 de agosto (mês das vocações) de 1979. Em 1982 meus pais se mudaram para Cuiabá. Fiz minha 1ª Eucaristia em novembro (mês de todos os santos da Família Franciscana) de 2004 e, fui crismado pelo Arcebispo Dom Bonifácio Piccinini, em 04 de dezembro do mesmo ano. A partir daí, tive uma participação mais ativa na comunidade local. Acompanhava o Grupo de Jovens na Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe e os Grupos de Oração. Na Basílica Catedral Senhor Bom Jesus de Cuiabá participava do Coral Metropolitano, onde também fui Acólito.

Em 1999 entrei no Aspirantado São Francisco, na cidade de Rondonópolis, para dar início à minha caminhada vocacional, juntamente com mais vinte jovens. No dia 06 de fevereiro de 2000 foi admitido à etapa do Postulantado na cidade de Cuiabá. Sendo aprovado, segui para a cidade de Rodeio/SC. Aí no dia 12 de janeiro de 2001 iniciei o ano de Noviciado na Ordem dos Frades Menores. Terminado o ano de provação, fiz minha primeira Profissão Religiosa no dia 05 de janeiro de 2002.

Nesse mesmo ano comecei os estudos de Filosofia no SEDAC – Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa, na cidade de Várzea Grande-MT e, ao concluir o Curso fui transferido para Campo Grande/MS. Em 2004, iniciei o curso de Teologia no Instituto Teológico do Oeste I da CNBB. Ano que vem fará o 4º ano de Teologia no, agora, Instituto Teológico João Paulo II.

A minha vida busca responder essa questão, mais gostaria de destacar o valor pela vida, buscando assim, vivê-la na intensidade, com a responsabilidade com que Deus nos confiou e buscando a cada dia, vivenciar os valores que herdamos da família, dos amigos para que ao final de tudo possamos dizer com toda a intensidade do coração, VALEU A PENA VIVER.


BLOG – De onde vem a opção pela vida religiosa franciscana?

FREI ANDRÉ – A opção pela vida religiosa Franciscana nasce de uma experiência muito boa que fiz dentro de uma paróquia franciscana. Em contato com os Frades, com a Juventude Franciscana e com o povo, fiquei muito impressionado pelas características desta extensa família, sobretudo, pelo amor a Deus, pela simplicidade e humanidade com as pessoas.


BLOG – Como foi a sua formação?

FREI ANDRÉ – preparação feita nos grupos vocacionais de cada Fraternidade, Paróquia ou Arquidiocese, onde o candidato é indicado para a formação), cujo Mestre foi Frei Eurico. Terminada essa etapa fui para a cidade de Rodeio-SC, onde fiz o meu Noviciado, ano privilegiado, onde se faz a experiência mais intensa da VidaA formação Franciscana tem o seu início antes mesmo de entrar no seminário e acaba com a morte (rsrsr). Quero dizer que tudo tem um aprendizado, inclusive a irmã morte, termo que São Francisco utiliza para mostrar essa integração com a morte que faz parte da vida. Mais voltando ao assunto, após esse período de conhecimento, fui para o Aspirantado (etapa posterior aprimeira etapa da formação Franciscana. No ano seguinte retornei a Cuiabá para a etapa do Postulantado (etapa de ano de preparação mais intensa e apropriada para se colocar melhor diante da vida franciscana que se quer definitivamente abraçar), Religiosa e ano em que se torna religioso. Terminado esse ano, chamado de Provação, faz-se os primeiros votos de Obediência, Pobreza e Castidade. Depois vim morar novamente em Cuiabá, onde fiz os estudos de Filosofia (é a continuidade do Noviciado, mas a principal tarefa neste período de três anos são os estudos filosóficos) e, depois fui para Campo Grande estudar Teologia (a vida cristã e religiosa é assumida no estudo de Teologia em toda a sua intensidade). Após a conclusão do Curso de Teologia, fui considerado apto para o exercício deste Ministério, sendo Ordenado Diácono, no dia 17 de Maio de 2008, em Rondonópolis/MT e padre aos 29 de novembro de 2008.


BLOG – Depois de uma longa etapa de estudos, a ansiedade deve ser muito grande para a ordenação presbiteral. Fale do significado deste momento para você.

FREI ANDRÉ – Quando você entra num Seminário existe uma expectativa do que você será no futuro. Ao olhar a caminhada que fiz, consigo visualizar cada cena e nela a atuante presença de Deus.Quanto ao dia da Ordenação são vários os sentimentos, por isso, é muito difícil de descrever uma Graça tão especial, que não há nenhuma palavra no dicionário capaz de sintetizar o que o coração sente, mas só a ressonância de um muito obrigado Senhor pela dádiva da vocação.


BLOG – Em vista dos seus confrades, os que estão se preparando para o ministério ordenado, para quais aspectos da formação presbiteral você chamaria a atenção deles para um cuidado maior?

FREI ANDRÉ – Penso que a experiência é a grande mestra da vida. Assim, na construção de qualquer edifício, é preciso saber qual é a base que irá sustentá-lo. Por isso, é necessário preparar-se muito bem para que possa servir melhor o povo que irá buscá-lo para saciar a sua sede de Deus.


BLOG – Existe alguma área da evangelização que você gostaria de atuar como presbítero. Justifique o por quê?

FREI ANDRÉ – Todas as vezes que abrimos a Palavra de Deus e vemos a atuação de Jesus, percebe-se o quanto Ele fez a diferença pela sua simplicidade, acolhimento e sinceridade. Tocava os corações de uma forma tão profunda que a atitude de quem fazia essa experiência não tinha outra decisão a não ser segui-Lo. Por isso, quero ajudar neste processo de Evangelização, um estudo bem focado na área da pesquisa para melhor compreender o ser humano e conseqüentemente trazê-lo de volta a Deus.


BLOG – Como foi à reação da família diante de sua decisão? Era algo já esperado?

FREI ANDRÉ – A decisão de ir para o Seminário foi sem dúvida uma grande surpresa para os meus pais. Essa decisão não é algo que as pessoas esperam. Só após um período, relendo a história e os fatos da vida se consegue com maior clareza vislumbrar o mistério do chamado. Algo muito bom em vista de uma tomada de decisão que não esteja condicionada a ninguém. Contudo, senti um grande apoio para tomar essa decisão com naturalidade.


BLOG – O que você diria aos jovens, sobre o carisma franciscano?

FREI ANDRÉ – O carisma franciscano fornece aos Jovens uma resposta eficaz frente aos desafios da pós-modernidade. Assimilar esse carisma significa ter a base sólida para uma vida feliz. Por isso Jovem, não tenham medo de fazer essa experiência franciscana como frade menor, como Jufrista (Juventude Franciscana) que lhe dará um sabor todo especial em suas vidas.


BLOG – Que mensagem você deixa para os nossos Paroquianos, Benfeitores e Confrades?

FREI ANDRÉ – Aproximando o Natal do Senhor, somos todos convidados a fazer a experiência do Deus que se faz menor. Na minoridade, na simplicidade e no reconhecimento da grandeza de Deus ao assumir essa realidade humana, podemos dar uma grande contribuição na reconstrução dos corações feridos pela violência e pela falta de Deus. Não tenham medo de ser Santos. Descubram a grande potencialidade do que podem realizar por meio dos dons que recebeu. Um forte abraço e que Deus os mantenha na sua graça e no seu Amor.



Fonte: Leandro Lima

É possível ser santo?

A santidade é uma possibilidade para todos

“Sou santo!” Quando ouvimos uma declaração dessas nos assustamos ou achamos presunção, orgulho, vaidade. Facilmente retrucamos afirmando: “Santo de pau oco?!”

A santidade nos parece algo tão distante ou quem sabe meio impossível. Por isso nem pensamos em persegui-la para alcançá-la. Embora Jesus nos tenha ordenado: “Sede perfeitos (santos), assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus 5, 48).

Podemos mesmo pensar que a santidade seja um chamado e uma possibilidade apenas para algumas pessoas especiais como papas, bispos, fundadores de comunidades e congregações religiosas. Mas não é assim. A santidade é uma possibilidade para todos, de modo especial para os batizados.

No batismo, recebemos o Espírito Santo. Não costumamos dizer “fogo quente”, pois, trata-se de uma redundância, já que só será fogo se for quente; nem “gelo frio”, pelo mesmo motivo. Mas, podemos afirmar que o Espírito que recebemos no Batismo é Santo, pois este tem como função santificar. A função do fogo é aquecer. A do gelo, esfriar. A do Espírito, santificar.

No livro do Êxodo vemos uma bela passagem que nos pode ajudar a entender a santidade: “Moisés notou que sarça estava em chamas, mas não se consumia” (Êxodo 3, 2). Deus disse a esse profeta: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa” (Êxodo, 3, 5).

Passemos o Novo Testamento à nossa vida.

a. A chama que queima e não se consome é o Espírito Santo, que recebemos em nosso batismo. Ele é Deus. Está em nós. É uma chama divina que habita em nosso interior e jamais se consome. Quando acendemos um fogo, se não pusermos lenha sempre que necessário, ele apagará. Consumida a lenha, termina o fogo. A chama do fogo do Espírito Santo é esta “sarça” que queima sem parar em nosso interior. Ela é capaz de queimar o tempo todo e não se consumir. Isso ocorre porque se trata de uma chama divina, portanto, não necessita que “se reponha a lenha”.

b. Esta terra é santa. Quem a santifica é a presença da chama ardente, que não se consome. Que permanece acessa. A terra torna-se santa devido à chama que nela está queimando. Aqui nos damos conta de que há verdadeiramente a possibilidade de sermos santos. A santidade é possível não porque sejamos uma terra santa por nós mesmos. Somos e continuamos pecadores, mas em nós arde uma chama, “a chama do amor”, a chama do Espírito Santo. Quem se deixa iluminar, é aquecido por ela. Quem segue este conselho da Palavra de Deus “deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os apetites da carne” (cf. Gálatas 5,16), crescerá em santidade, tornar-se-á “uma terra santa”.

Santidade é uma obra do Espírito Santo em nós. Assim como o fruto é uma “obra” da árvore; a pintura, do pintor; a escultura, do escultor; a santidade é uma ação do Espírito Santo Paráclito. Esta santidade poderá ser percebida pelos frutos daquela “terra” na qual arde a “sarça” do Espírito: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (cf. Gálatas 5, 22).

c. “Tira as sandálias dos pés”. Posso pisar sobre um fio elétrico e levar um grande choque ou não. Depende do isolante que eu tenha em meu calçado. Deus diz a Moisés: “Tira o 'isolante' dos teus pés”. Tira as sandálias! Pisa na terra! Entra em contado direto com ela. Sente o calor da terra. Deus deu-nos o Espírito Santo. Quis colocá-Lo tão em contato conosco que acabou colocando-O dentro de nós. Somos por Ele habitados para estarmos em contato direto o tempo todo e totalmente com Ele. Onde há isolante, a energia não chega. A cinza que se acumula sobre a brasa não permite que ela aqueça o churrasco. É preciso soprá-la. Jesus “soprou sobre eles dizendo-lhes: recebei o Espírito Santo” (cf. João 20, 22). O calor do Espírito nos aquece. Com esta força podemos progredir na santidade.

Se até hoje buscamos a santidade pelas nossas boas obras, renúncias, sacrifícios, podemos continuar. Mas, vamos acrescentar nessa busca a súplica constante para que o Pai dos Céus, que nos adotou como filhos, continuamente, sopre sobre “as brasas do Espírito” que recebemos no batismo. Que a chama da sarça do Espírito cresça sempre mais nesta terra, templos do Espírito, que somos, como nos diz a Palavra: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (I Coríntios 6,19). Desta forma nos tornaremos cada dia mais santos, porque possuídos, fortificados e guiados pelo Espírito Santo.

Peçamos todos os dias: Sarça ardente do Divino Espírito, que habitas em mim, e que me tornastes santo pelo Batismo, ajuda-me a progredir no caminho da santidade e a produzir os frutos do Espírito. Então não precisarei dizer para ninguém: “sou santo!”. Essa declaração vai se tornar dispensável, pois, “pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?” (Mateus 7,16).

Padre Alir Sanagiotto, SCJ

Coragem, a força do coração

Nossos medos podem nos paralisar

Gostaria de começar este artigo cantando uma música da Irmã Clenda, que a Adriana gravou em um de seus Cds:

Porque tenho medo se nada é impossível para ti / porque tenho medo se nada é impossível para ti?Nada é impossível para ti / nada é impossível para ti /Venceste a morte, pois nada é impossível para ti/Venceste a morte, pois nada é impossível para ti?Nada é impossível para ti / Nada é impossível para ti...

Essa música animou o meu ouvido hoje de manhã ao ouvir o Evangelho da tempestade acalmada por Jesus: ”Soprava um vento forte e o mar estava agitado...” (João 6,18). Apesar de serem pescadores e de terem anos de experiência no mar, principalmente, pescando à noite, eles tiveram medo. Diz o Evangelho que eles remaram uns cinco quilômetros, ou seja, não estavam muito longe da praia. Mas do que será que os Apóstolos de Jesus tinham medo? Por que era noite ou por que o vento agitava o barco e eles temiam morrer? Acredito que a maior tempestade estava no interior deles, e era essa agitação que Cristo queria acalmar. O Senhor quer acalmar os corações, porque o medo é uma ameaça que começa a destruir por dentro, mesmo que haja situações muito concretas no exterior, o medo nos destrói de dentro para fora.

Quantas situações nos aprisionam as mãos e os pés, colocando em nossas mãos algemas e nos pés correntes, mas quando isso acontece é porque o nosso coração já está cativo, a aparente calmaria externa pode revelar um turbilhão de tempestade dentro de nós e enquanto não fizermos como Pedro: estendermos nossa mão para dizer: “Senhor, socorra-me, estou perecendo”. Pois o medo tem a capacidade de nos paralisar; esse mal é a prisão do coração. E quem vive com medo não caminha, anda se esbarrando nas esquinas dos seus sentimentos e tenta completar-se no vazio dos seus sentimentos e dos outros. Quando temos medo de perder, somos aprisionados pelo sentimento de posse, pois onde há temor não há amor verdadeiro.

Quando temos muito medo de morrer é porque ainda não sabemos viver bem a vida; ou quando vivemos com medo de doenças, não experimentamos ainda o sabor de uma vida saudável. Da mesma forma, quando sentimos medo de nós mesmos, do que seremos capazes de fazer, é porque ainda não nos possuímos, porque não nos conhecemos o suficiente para respeitar os nossos limites e fraquezas. Quanto mais eu me conhecer, tanto menos medo eu terei de mim e daquilo que eu vou encontrar nos lugares escuros do meu interior. Quando temos medo dos outros, das pessoas, talvez ainda não experimentemos o verdadeiro amor por alguém e a capacidade de liberdade que o amor é capaz de nos dar. “O amor lança fora todo temor”.

Mas Jesus diz: “Sou eu. Não tenhais medo”. Aqui o Senhor revela para nós que a coragem, a força do coração, é capaz de mudar o exterior, mas principalmente nos libertar dos labirintos do temor, da escravidão de nós mesmos, dos outros e das coisas. Pois Deus nos criou para sermos livres e vivermos em busca do desconhecido; a força que existe dentro de nós, que se chama Deus, mas que é muito maior do que nós. “Eu te buscava fora e estavas dentro de mim” dizia Santo Agostinho sobre essa força, essa graça de felicidade e vida, que está dentro de cada ser humano, a coragem, a força de Deus, que vence todo medo.

Agora é preciso remar para dentro de mim e de DEUS, onde eu encontrarei a calmaria do conhecimento e da verdade. Aí eu serei livre, livre de todos os medos. De onde eu ouvirei duplamente essa voz de dentro de mim e do coração de Deus: “Sou eu. Não tenhais medo!”.

Minha bênção fraterna.

Padre Luizinho - Comunidade Canção Nova

Lançada Campanha da Fraternidade 2010: “Economia e Vida”

“A Campanha da Fraternidade Ecumênica visa a fortalecer os laços de fraternidade e de cooperação do povo cristão a serviço da transformação da sociedade brasileira para que seja mais justa e solidária”. A afirmação é do presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastor luterano Carlos Möller, ao abrir ontem, 10, o ato de lançamento do material da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, que abordará o tema “Economia e Vida”. O evento aconteceu no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Além de religiosos das cinco Igrejas que compõem o Conic, o ato contou com a presença da senadora Mariana Silva, do economista Paul Singer e do subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, além de turistas que visitavam o local. Um grupo que trabalha com a economia solidária, em Duque de Caxias (RJ), veio especialmente para o evento, carregando uma faixa de apoio à Campanha da Fraternidade do ano que vem.

“O Conic não quer criticar os sistemas econômicos, mas espera que a Campanha da Fraternidade mobilize as Igrejas e a sociedade para dar respostas concretas às necessidades básicas da pessoa humana e à salvaguarda da natureza”, disse o secretário geral do Conic, reverendo Luiz Alberto Barbosa, um dos coordenadores da próxima Campanha da Fraternidade que, pela terceira vez, será ecumênica.

“É preciso educar a sociedade afirmando que um novo modelo econômico é possível e denunciar as distorções da realidade econômica existente para que a economia esteja a serviço da vida”, completou o reverendo.

“Eu sonhava com a Campanha da Fraternidade sobre economia e vida. Este sonho está se realizando neste momento”, disse o economista Paul Singer, um dos convidados para o evento. Singer criticou a economia capitalista “que não gera vida” e “que não realiza justiça”. “Antes eu queria que o capitalismo fosse destruído. Agora penso que ele precisa ser superado”, disse o economista. “O amor deve entrar na discussão da economia. Além de água e alimento, carecemos de ser amados”, acentuou. Para o economista, não existe apenas uma economia, mas “economias”.

A ex-ministra e senadora, Marina Silva, destacou que a economia deve ser vista na perspectiva da solidariedade que implica uma “nova forma de nos relacionarmos com os outros e com a natureza”. Ela condenou o pragmatismo que tem tirado dos jovens o direito de sonhar. “O pragmatismo tem destruído a natureza, as relações políticas e tem levado os jovens a não sonhar e a não querer transformar o mundo”, disse Marina.

Segundo a ex-ministra, é necessário pensar a economia como fonte de vida. “Precisamos mudar a nossa forma de produzir, de consumir e de nos relacionarmos com a natureza”, disse.

Já o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, entende que a próxima CF será dirigia “aos que têm fome de pão e sede de justiça”. “O material (da CF) servirá a todas as pessoas, escolas, sindicatos, mídia e Igrejas. Ajudará para que as pessoas pensem: a economia (que temos) serve para atender às necessidades das pessoas ou para oprimi-las”, sublinhou.

A Campanha da Fraternidade de 2010 só começará na quarta-feira de Cinzas, dia 17 de fevereiro. O material é lançado com antecedência para que as lideranças se capacitem a fim de levar o debate às comunidades. O lema que vai animar as discussões desta Campanha é extraído do evangelho de São Mateus: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

A principal publicação sobre o conteúdo da CF é o texto base, um livro de 80 páginas, escrito com a participação de peritos em economia. “O sistema econômico deve visar o bem comum. Recebemos os bens para a vida e não a vida para a riqueza”, disse o reverendo Luiz Alberto. Um kit com todo o material foi entregue aos participantes do evento, inclusive à imprensa. Publicado pelas Edições CNBB, o material estará disponível nas livrarias católicas na próxima semana.

A cerimônia no Cristo Redentor foi encerrada com uma oração ecumênica presidida pelo secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, e pelos pastores das outras Igrejas presentes ao ato.


Oração:

“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” Mt 6,24c Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida. Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da conivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas. Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida. Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Fonte: CNBB

Tríptico de Bento XVI

TRÍPTICO DE BENTO XVI – CAPELINHA MISSIONÁRIA

O papa Bento XVI após concluir seu pronunciamento de abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (CELAM), presenteou a CELAM com um tríptico - uma espécie de oratório - pintado com imagens da ascensão de Jesus Cristo e cenas do Evangelho inspiradas na arte peruana da região de Cuzco, feito sob encomenda a pedido do papa para oferecer à conferência.
Apresentação: Explicação do Tríptico que Bento XVI deixou aos países da América Latina e Caribe um presente de sua presença, de sua oração, de suas palavras vivificantes e fortes. Junto a isso está a doação deste tríptico que representa o “Cristo do envio”. O povo crente o irá recebendo, não somente como uma ilustração de verdades. Talvez o fará seu e o transformará, pela oração, em um ícone de sua férvida e confiante devoção, em uma parábola pictórica na qual se unem o Credo da fé com a pessoa do Sucessor de Pedro.A Igreja Latino Americana e Caribenha considera como marco inicial de sua evangelização um ícone: a figura mestiça de Maria de Guadalupe, representada no manto de São Juan Diego. Agora Bento XVI retomou essa tradição e entregou aos Bispos participantes do Encontro em Aparecida, um tríptico evangelizador e devocional.Nele está contido a espiritualidade e o programa pastoral característico que propõe o lema da V Conferência: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos nEle tenham vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). O tríptico flue da tradição da arte cusquenha. Com esse tríptico do Papa se encontram simbolicamente em Aparecida, a cultura andina que partilha os países do Oceano Pacífico com o mundo lusófono das costas do Atlântico, ao qual pertencer o Santuário Nacional Mariano do Brasil.

O programa iconográfico se desenvolve interiormente em oito quadros e em outras imagens menores.
1. A figura central ocupa uma representação de Cristo Ressuscitado, na hora do envio missionário dos discípulos. A figura radiante de Jesus preside a totalidade do tríptico com a auréula de um sereno triunfo. E nos rostos dos enviados se manifesta a plural riqueza do Povo de Deus. Há homens e mulheres. Alguns têm a pele branca. Outros rostos são mulatos, de indígenas, ou de mestiços. Ao fundo se vê a cena do Calvário e dos anjos. E na legenda se reproduz a auto-definição do Messias, as palavras do envio discipular: “ide e fazei discípulos a todos os povos” (Mt 28,19) e a solene entrega à Mãe do Senhor a sua Igreja.

2. À luz do milagre de Caná se assinala, catequeticamente, o imperativo pastoral de mobilizar o amor a Maria por parte dos fiéis chamados a uma obediência irrestrita à vontade de Jesus: “fazei tudo o que ele vos disser”. A figura dos esposos, destaca a grandeza do sacramento do matrimônio. As jarras de vinho expressam a alegria dos discípulos que, “pela manifestação da glória..., Creram nEle”.

3. Vocação dos primeiros. Pedro, André, Tiago e João são chamados. Às palavras de escolha de Jesus recebem uma resposta humilde de Pedro que se sente indigno para seguir a vocação de Apóstolo. A partir de então serão pescadores de homens. Os quatro escolhidos aceitam remar mar adentro e lançar as redes somente “no teu nome”. O resultado é uma abundância milagrosa. Deixam tudo. Começam o caminho de seguimento discipular.
4. A multiplicação dos pães. O verde da relva recorda o que aconteceu na primavera. Cristo estende o poder de sua misericórdia, fazendo abundante o alimento escasso alimento inicial. Porém não é Ele quem entrega o pão à multidão – “dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos possuem a tarefa de atender aos necessitados. Ressoa aqui uma urgência inadiável. É o imperativo da Igreja Latino Americana e do Caribe atender aos pobres e marginalizados, “seja no socorro de suas necessidades mais urgentes, como também na defesa de seus direitos” (Homilia dos Bispos em 11 de maio).

5. Encontro com os discípulos de Emaús. Essa cena mostra como Jesus mesmo entra no dinamismo peregrinante da Igreja. Durante o caminho, Ele explica as Escrituras. E na mesa de Emaús, o Ressuscitado parte e compartilha o pão. Iconograficamente a atenção se focaliza na centralidade da Palavra e da Eucaristia. O texto da legenda registra a intensidade do encontro do discípulo com seu Mestre. É um ardor contemplativo que levará a um novo trajeto missionário na direção de Jerusalém.

6. A vinda do Espírito Santo. É o nascimento da Igreja. Os Apóstolos se congregam em torno de Maria Mãe. Pedro tem as chaves, como símbolo do seu encargo específico no Colégio Apostólico. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. Aparecem as mulheres, delas fala o Livro dos Atos. Unidade na comunhão do Espírito Santo. Variedade de carismas. Somente pela força divina que o Paráclito lhes concede, poderão assumir a missão confiada.

7. Os discípulos de Jesus evangelizam. Acontece agora. Os discípulos entram na vida de ‘nossos povos”. A evangelização acontece no diálogo cotidiano. Os discípulos e os missionários do século XXI prolongam o amor e o compromisso de São Juan Diego de Guadalupe, com a Bíblia na mão. Em seu manto vai, impressa pelo céu, a imagem da Virgem

8. O Pai Eterno e o Espírito Santo. Coroa o tríptico uma imagem do Pai de Jesus Cristo. É mostrado unido ao Espírito, ao Senhor Ressuscitado. Com esse arremate, todo o tríptico alcança um evidente caráter trinitário, tal como era usado nos retábulos da primeira evangelização. Se indica assim qual é a fonte e o destino da história humana. Assim o Deus Uno e Trino é proposto como a suprema realidade de amor, na qual se sustentam e inspiram todas as formas de comunhão e solidariedade que brotam do Evangelho.

9. Nas bordas laterais superiores dos painéis abertos, aparecem dois santos emblemáticos do primeiro século do cristianismo na América (sem dúvida, deve-se por isso!). Um é o grande missionário vindo de Espanha, São Turíbio de Mongrovejo. O Bispo místico realizou uma gigantesca obra evangelizadora partindo de sua Sede em Lima. A outra figura é Rosa de Lima. Representa a recepção do Evangelho por parte dos crioulos americanos. Essa leiga nascida em uma família de origem dominicana, chegou a alto cume de intimidade esponsal com Cristo e de heróica caridade com os pobres.


A Arquidiocese de Cuiabá entrega de presente para Comunidade (mini-capelinha missionária)
Encomendei também um FAC-SÍMILE do mesmo tamanho daquele que o Papa Bento XVI presenteou em Aparecida (2007). Iniciaremos uma PEREGRINAÇÃO PELA COMUNIDADE SANTO ANTÔNIO até 23/junho/2011 - CORPUS CHRISTI - Encerramento do PRIMEIRO CONGRESSO EUCARÍSTICO ARQUIDIOCESANO E PAROQUIAIS.
Agradeço sensibilizado!


+MILTON SANTOS - ARCEBISPO METROPOLITANO DE CUIABÁ

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A VII CAMINHADA FRANCISCANA PELA PAZ, TEVE MAIS DE 10.000MIL PESSOAS





"Seja a Paz que deseja para o Mundo"

QUEM NÃO FOI PERDEU....O SHOW NACIONAL COM A BANDA SENTIDO CONTRÁRIO



A Banda está pouco tempo na estrada em busca da PAZ e conquistando cada vez mais o público, a banda é composta por 5 Herois da Paz, formado por Haroldo Menezes(Vocal), Jairo Reis(Guitarra), Estevão(Violão e Vocal), José Carlos(Baixo e Vocal) e Henrique(Bateria).

Ja Gravou até com o Tico Santa Cruz (da banda Detonaltas).

VALEU A PENA CONFERIR!
O Show aconteceu, por volta da 21:00 desta sexta-feira no campo do Liceu Cuiabano,a entrada foi um kilo de alimento não perecivel...

PRESENÇA CONFIRMADA PARA CAMINHA PELA PAZ NESTE SÁBADO!!!
CLICK na parte de EVENTOS e CONFIRA todas as FOTOS...

Frei Willian


Paz e bem!
*No dia 20/10, terça-feira, pelas 6h, em Cuiabá, Frei William sofreu um acidente de carro. Dirigindo sob chuva, certamente em alta velocidade, ele perdeu o controle do veículo (saveiro) e foi de encontro ao poste de iluminação pública de uma rotatória. A batida acertou entre o pneu dianteiro e o motor, forçando a lataria a ir em direção ao motorista, deixando-o preso entre as ferragens. Frei William ainda conseguiu ligar para os confrades e contar do acidente. Foi atendido pelos bombeiros e levado para o Hospital Jardim Cuiabá, fez uma cirurgia para colocar pinos na perna esquerda, a grande prejudicada no acidente. Na próxima semana, Frei William será submetido a 3 cirurgias para reparar os males causados à sua perna. Serão alguns meses para a recuperação.Fonte:Frei Aluisio

*Terça-feira, dia 27, das 16h às 21h, no Hospital Jardim Cuiabá, Frei William passou pela primeira cirurgia na sua perna esquerda. Como são cirurgias demoradas, os médicos não quiseram fazer todas de uma vez. Passou bem e continua no apartamento 312. Na próxima terça-feira ou quarta-feira, haverá outra cirurgia. Aguardemos em preces pelo irmão. As visitas são limitadas. Os paroquianos ajudam com alegria e muita presença, aliviando os dois frades para a pastoral e celebrações.
*Viemos mais uma vez solicitar sua preciosa colaboração,Frei Willian esta precisando de doadores de sangue.

A doação pode ser feita no Hemocentro da Santa Casa:

Hoje, sexta-feira funcionará até às 19h
Sabado - 7H às 12H
Segunda-feira não terá atendimento

Terça-feira - 7h ás 19h

Desde de já agradecemos o apoio.
Rezemos uns pelos outros! Orações em especial para Frei William.
Abraço a todos.

Fonte:Frei Erivan e André

Santuário Eucarístico Nossa Senhora Dom Bom Despacho

Curiosidades..
1. Você SABIA que “SANTUÁRIO EUCARÍSTICO NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO”está sendo o nome mais aprovado a IGREJA DE NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO? Dê a sua opinião…
2. Você SABIA que o altar do “Santuário Eucarístico Nossa Senhora do Bom Despacho” tem o mais antigo SÍMBOLO
da Santíssima Trindade (Um Deus em Três Pessoas distintas!): a ÂNCORA?


a) Círculo: Deus-Pai; b) Trava horizontal formando uma Cruz: Jesus-Redentor;
c) Parte inferior da âncora: Espírito Santo!

3. Dom Milton “avisa” que nada tem a ver com o distintivo do Corinthians… a âncora!




(Somente para os Corintianos interessa a relação! HHhhuummm!!…)


Fonte: Arquidiocese de Cuiabá

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

IRMÃ MORTE

A irmã morte
Por N.G. Van Doornik

O mistério da vida e da morte é um mistério de pobreza. A vida é de graça. Nada fiz para viver. Os que me deram a vida, com toda sua consciência e bondade, nada sabiam da vida. Não puderam controlar o que deram.

Não puderam segurar a vida terrena deles mesmos.

Nada entendemos da morte, com todo o nosso progresso. Quanto mais o homem progride mais sabe que a morte, como a vida, é um mistério.

Só podemos agradecer. Agradecer pela vida de cada momento, pelo dom de cada momento, e pêlos dons da

vida dos outros, dos outros seres que a vida nos traz. Só podemos agradecer pelo mistério da vida, que é tão grande que ultrapassa a morte.

Agradecer é viver cada momento intensamente. Agradecer é viver.

Não precisamos ter medo da morte se o Senhor da Vida é Amor e nos prova isso a cada momento. Mas só os agradecidos entendem que Ele é Amor.

É claro que a gente tem um pouco de medo, aquele medo
que a gente sempre sente como parte da excitação das experiências muito grandes ou muito novas. É um medo vital, pelo qual também podemos agradecer.

Não somos nada, não temos nada, não levamos nada.

Mas tudo está ao nosso alcance e tudo pode ser vivido por nós intensamente, a cada momento.

O momento anterior já passou. Teve uma oportunidade única de ser vivido e já se fez passado. Mais assustadora que essa morte que dá a impressão de nos interromper o fluxo da vida é essa outra em que perdemos oportunidades de vida, em que algo passa e não é integrado nem aproveitado.
Fonte: Franciscanos

Você é um construtor da paz?

Amemos a paz, que é o mais precioso de todos os tesouros. Exponhamos, hoje, o nosso coração a Jesus, o Príncipe da paz, com toda a sinceridade, para que Ele apazigue o nosso coração.

Muitas vezes, até conseguimos esconder das pessoas as nossas más inclinações e conflitos interiores, mas, o que ocultamos aos homens é revelado a Deus.

Quando temos a coragem de colocar toda a nossa vida na luz de Cristo, tudo se faz novo e experimentamos uma profunda liberdade de espírito, e como o Salmista, não nos cansaremos de louvar ao Senhor:

“Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o Seu Nome é excelso” (Sl 148,3).

Não guardemos nada de ruim no nosso interior, fazê-lo é um veneno para o corpo e para a alma; provoca em nós um profundo desequilíbrio em todos os aspectos, sem contar que impedimos a graça de Deus de chegar até nós.

Perdoemo-nos mutuamente e esqueçamos totalmente as ofensas recebidas. Peçamos ao Senhor a graça de sermos construtores e instrumentos da paz.

Jesus, eu confio em Vós!
Fonte: Luzia Santiago

domingo, 11 de outubro de 2009

Aparecida e sua mensagem


Deus se encantou com esta mulher e a fez sua Mãe

Bem escreveu Dom Helder Câmara, saudoso arcebispo de Recife e Olinda: "Não nos basta tua sombra, ó Mãe, comove-nos tua imagem!" É assim que nos sentimos diante da pequenina imagem da Senhora Aparecida. Como aconteceu esta "aparição"? A história é muito comentada, mas podemos nos perder nos detalhes e, por isso, arrisco contá-la numa pequena síntese.

Em 1717, iria passar pelo nosso Vale do Paraíba o Conde de Assumar, uma visita ilustre para os pobres moradores da região ribeirinha. Fazia parte da viagem passar pelo Porto de Itaguaçu, hoje cidade de Aparecida. Conta-se que iriam servir uma refeição para o Conde. O que tinham de melhor? Os peixes do Rio Paraíba. Mas o rio não estava para peixe. Com receio de não terem o que servir, pediram ajuda aos céus. Lançaram as redes, e nada. Até que pescaram o corpo de uma pequena imagem e, em seguida, veio para a rede a cabeça, da mesma imagem.

Que imagem era essa? Uma imagem barroca, de terracota, da Imaculada Conceição. Acredita-se que esta imagem tenha sido lançada no Rio Paraíba na altura da cidade de Jacareí. Por sinal, bem junto à ponte que liga a Praça dos Três Poderes ao bairro São João, existe uma antiga capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Mais um detalhe, a padroeira da Matriz de Jacareí é a Imaculada Conceição. A partir daí a pequenina imagem de cor morena, devido ao lodo do fundo do rio, passou a ter como casa a casa dos pescadores. Tempos depois improvisaram uma pequena capela.

A fama da imagem foi crescendo. Qual imagem? Aquela "aparecida" nas águas do rio. Daí vem o nome, que se tornou nome de tantos e tantas: Aparecida. Alguém poderia se perguntar: qual a mensagem deixada? Como tantos outros já disseram, aqui registro o seguinte: a mensagem de Aparecida está ligada ao modo como apareceu e ao contexto histórico.

A imagem da Imaculada Conceição traz Maria grávida de Jesus. É de uma mulher grávida. Maria vem para nos apresentar Jesus, para nos apresentar a Jesus. Isto é o que importa. A imagem está de mãos postas, como que rezando. A nós ela pede que façamos o que Jesus nos disser, a Ele ela intercede por nós: "Eles não têm mais vinho", como no Evangelho de João, no capítulo segundo. A cabeça e o corpo precisam ser unidos, como a Igreja Corpo Místico de Cristo precisa estar unida a "Cristo Cabeça". Sem Ele, cabeça deste corpo, nada somos e nada podemos. Ainda, a imagem vem para a barca dos pescadores. A barca é símbolo da Igreja nos Evangelhos. Maria entra na história do nosso povo, da Igreja no Brasil. A imagem brota das águas, como nós brotamos para a Igreja pelas águas purificadoras do Batismo. A imagem vem para os pequenos, para os pobres, e num período em que os negros viviam no regime da escravatura. Aí vem uma outra "coincidência": só em 1888 a imagem recebe uma "casa digna", que hoje chamamos de Basílica Velha. Parece-nos que ela esperou seus pobres filhos serem libertos para aceitar um presente melhor. A casa só veio quando seus filhos foram libertos. Ela é a Mãe Morena do povo brasileiro.

Também quero sublinhar os presentes que o povo deu à imagenzinha: uma coroa, uma capa. Assim ela foi ornamentada. Deus se encantou com esta mulher e a fez sua Mãe. Ela, por sua vez, também nos encantou. Contemplando a pequenina imagem, vemos um esboço de sorriso em seus lábios. Ela é, sem dúvida alguma, o sorriso de Deus para a nossa gente, para todos nós!
Pe. Rinaldo Roberto de Rezende
Cura da Catedral de São Dimas

Festa de São Francisco de Assis

São Francisco nasceu no ano de 1181 ou 1182 (não se tem uma certeza quanto à data) na cidade de Assis, Itália. Seus pais são Pedro Bernardone e Dona Joana. No batismo, recebeu o nome de João, mas ao regressar de uma viagem o pai lhe deu o nome de Francisco. Pedro Bernardone era comerciante de tecidos.

Francisco se torna um jovem muito popular em Assis. Era conhecido por sua alegria e pelo gosto por festas.

Em 1204, Francisco passa por um longo período doente. Em 1204 ou início de 1205, ele vai para a guerra que estava acontecendo em Apúlia. Nesta guerra, tem uma visão e, podemos dizer que aí começa seu processo de conversão.

Entre os meses de setembro e dezembro, em oração em uma pequena igreja abandonada, ouve a voz de um crucifixo (o crucifixo de São Damião), que lhe diz: “Francisco, vai e reconstrói a minha igreja”. A princípio Francisco entende como desejo de Deus que aquela igreja onde ele fazia orações fosse reconstruída. Passa então a reformar a pequena igreja de São Damião (o crucifixo de São Damião vem desta igreja. È a mesma imagem de quem ele ouve a voz).
Entre janeiro e fevereiro de 1206, Francisco despoja-se diante do Bispo Guido II. Abandona a família e passa a viver isolado. Pensam que estava louco. Mas seu propósito era viver o Evangelho. Para isso, entendia que precisava abandonar tudo e viver na radicalidade da pobreza.

Entre os meses de março a junho deste mesmo ano de 1206, presta seus serviços aos leprosos. Usa um hábito de eremita. Em 1208, no dia 24 de fevereiro, festa de São Matias, Francisco ouve na Porciúncula o Evangelho de envio apostólico. Troca as vestes de eremita por um hábito rude e torna-se pregador itinerante. É o início da vida propriamente franciscana. No dia 16 de abril deste mesmo ano, recebe os primeiros companheiros: Frei Bernardo de Quintavalle e Frei Pedro Cattani e, no dia 23 do mesmo mês, recebe Frei Egídio.

Em 1209, já são onze os companheiros de Francisco. Escreve uma breve Regra de vida e vai à Roma com os companheiros para pedir aprovação ao papa para a forma de vida que estão levando. Recebem uma aprovação oral do papa. Neste ano de 2009, comemoramos 800 anos de aprovação desta regra.

No dia 18 ou 19 de março de 1211 ou 1212, noite de Domingo de Ramos, Clara foge de casa e se junta a Francisco. Francisco a conduz ao mosteiro das beneditinas. Tempos depois, faz umas adaptações na Igreja de São Damião e transfere Clara para lá, juntamente come outras irmãs que já se haviam juntado a ela.

Em 1219 morrem os primeiros frades em missão, no Marrocos. São considerados mártires franciscanos. Motivado pelo ideal de martírio, Santo Antônio pede para ser admitido na Ordem Franciscana.

Em 1223, Francisco redige a Regra definitiva da Ordem, que é aprovada pelo papa Honório III. Na noite de Natal deste ano, Francisco celebra a festa diante de um presépio. Nasce aqui a tradição de montagem do presépio. Francisco queria reviver o nascimento de Cristo tal qual ele foi, por isso monta um presépio vivo.

Entre 15 de agosto e 29 de setembro de 1224, Francisco dirige-se a um monte chamado Monte Alverne com Frei Leão e Frei Rufino, a fim de fazer uma quaresma de oração e jejum em honra a São Miguel. Na proximidade do dia 14 de setembro, festa da exaltação da Santa Cruz, Francisco tem uma visão de um Serafim alado (um anjo com asas) e crucificado. Recebe os estigmas nesta ocasião. Em 1225 ele já está bastante doente. Quase cego. Compõe o Cântico do Irmão Sol. No dia 03 de outubro de 1226, à tarde, Francisco morre cantando.
Em 1228, no dia 16 de julho, é canonizado.


Fonte: Franciscanosonlane

O grande valor da comunhão espiritual


A Igreja convida os divorciados recasados a unir-se a Cristo



A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que nos levam a uma íntima união com Cristo, e Jesus não deixará de nos conceder as suas copiosas bênçãos.

Nos dias de hoje, pode-se fazer, com frequência, a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus ao longo dos dias da nossa vida. Ela é e pode ser o único meio de união e intimidade com Deus para quem, por exemplo, não guardou uma hora de jejum eucarístico, vive numa situação de irregularidade perante a Igreja ou pratica outra religião.

A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, "mas podem recebê-la espriritualmente" na hora santa, ao entrar em uma igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, ou nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida. "Senhor, que de Vós jamais me aparte" (Jo 6,35), pois, "Quem come deste pão viverá eternamente" (Jo 6,58).

É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual (SC,55). Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer essa comunhão.

a) nos Documentos da Igreja
Um dos melhores meios para os divorciados recasados participarem ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.

Que o magistério reconheça a relação entre a graça e a comunhão espiritual que se deduz especialmente do convite que a mesma Igreja faz aos divorciados recasados de unir-se a Cristo pela comunhão espiritual.
Mais ainda: "Os fiéis devem ser ajudados na compreensão mais profunda do valor da participação ao sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual, da oração, da meditação da Palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça" (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos,1994, n.6).

"A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, poderia e deveria ser em maior medida promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente, quer para servir de verdadeiro conforto a quantos não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, quer por várias razões. Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos – afirmam os bispos do Sínodo - a tristeza de quantos não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar sem conformidade com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9). Alguns divorciados que voltaram a casar-se aceitam com sofrimento o fato de não poderem receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo com irregularidade na sua situação (cf. CIC 2384), vocês não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos-lhes que participem na Santa Missa dominical e que se dediquem assiduamente à escuta da Palavra de Deus para que ela possa alimentar a sua vida de fé, caridade e partilha” (MENSAGEM DA XI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS AO POVO DE DEUS. Cidade do Vaticano, 21 de outubro de 2005).

A Exortação Apostólica pós-sinodal "Sacramentum caritatis", de 22 de fevereiro de 2007, confirma: "Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II (170) e recomendada por santos mestres de vida espiritual" (171) SC,55).

b) Na teologia
É importante, segundo o padre G. Muraro redescobrir a doutrina do desejo do sacramento - através da comunhão espiritual - para continuar a presença de Jesus na vida dos divorciados. Ele apela ao antigo princípio, segundo o qual o caminho sacramental não esgota todos os caminhos da graça.
O lugar teológico de referência para entender este caminho alternativo se encontra em Santo Tomás, o qual trata da comunhão espiritual.

Segundo a explicação de Santo Tomás, a realidade do sacramento pode ser obtida antes da recepção ritual do mesmo sacramento, somente pelo fato que se desejar recebê-lo (cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologicae, III, q. 80,a, 4).
O valor da comunhão espiritual como caminho extrasacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja "com firme confiança, crê que, mesmo aqueles afastatos do mandamento do Senhor e que vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84" (cf. G. Muraro, I divorziati risposati nella comunitá cristiana, Cinisello Balsamo, Paoline,1994 in Sc. Catt. art. cit. 564-565).

Dom Edvaldo, enfatizando o valor e o bem da comunhão espiritual, encoraja os casais em segunda união e os aconselha a fazer esta comunhão na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor for tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.

Padre Luciano Scampini
Sacerdote da paróquia N. S. Aparecida, da Arq. Campo Grande