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sábado, 14 de novembro de 2009

1 ano se passou... Aniversário de Ordenação de Frei André Luiz, OFM

BLOG – Fale um pouco de sua vida, e da vocação. E quem é o Frei André?

FREI ANDRÉ – Nasci na cidade de Barra do Garças/MT, em 18 de maio (mês de Maria) de 1979. Filho de Evangelista Moreira dos Santos e Abadia Nascimento dos Santos. Sou o caçula de um casal de irmãos. Fui batizado na paróquia Santo Antônio, aos 18 de agosto (mês das vocações) de 1979. Em 1982 meus pais se mudaram para Cuiabá. Fiz minha 1ª Eucaristia em novembro (mês de todos os santos da Família Franciscana) de 2004 e, fui crismado pelo Arcebispo Dom Bonifácio Piccinini, em 04 de dezembro do mesmo ano. A partir daí, tive uma participação mais ativa na comunidade local. Acompanhava o Grupo de Jovens na Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe e os Grupos de Oração. Na Basílica Catedral Senhor Bom Jesus de Cuiabá participava do Coral Metropolitano, onde também fui Acólito.

Em 1999 entrei no Aspirantado São Francisco, na cidade de Rondonópolis, para dar início à minha caminhada vocacional, juntamente com mais vinte jovens. No dia 06 de fevereiro de 2000 foi admitido à etapa do Postulantado na cidade de Cuiabá. Sendo aprovado, segui para a cidade de Rodeio/SC. Aí no dia 12 de janeiro de 2001 iniciei o ano de Noviciado na Ordem dos Frades Menores. Terminado o ano de provação, fiz minha primeira Profissão Religiosa no dia 05 de janeiro de 2002.

Nesse mesmo ano comecei os estudos de Filosofia no SEDAC – Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa, na cidade de Várzea Grande-MT e, ao concluir o Curso fui transferido para Campo Grande/MS. Em 2004, iniciei o curso de Teologia no Instituto Teológico do Oeste I da CNBB. Ano que vem fará o 4º ano de Teologia no, agora, Instituto Teológico João Paulo II.

A minha vida busca responder essa questão, mais gostaria de destacar o valor pela vida, buscando assim, vivê-la na intensidade, com a responsabilidade com que Deus nos confiou e buscando a cada dia, vivenciar os valores que herdamos da família, dos amigos para que ao final de tudo possamos dizer com toda a intensidade do coração, VALEU A PENA VIVER.


BLOG – De onde vem a opção pela vida religiosa franciscana?

FREI ANDRÉ – A opção pela vida religiosa Franciscana nasce de uma experiência muito boa que fiz dentro de uma paróquia franciscana. Em contato com os Frades, com a Juventude Franciscana e com o povo, fiquei muito impressionado pelas características desta extensa família, sobretudo, pelo amor a Deus, pela simplicidade e humanidade com as pessoas.


BLOG – Como foi a sua formação?

FREI ANDRÉ – preparação feita nos grupos vocacionais de cada Fraternidade, Paróquia ou Arquidiocese, onde o candidato é indicado para a formação), cujo Mestre foi Frei Eurico. Terminada essa etapa fui para a cidade de Rodeio-SC, onde fiz o meu Noviciado, ano privilegiado, onde se faz a experiência mais intensa da VidaA formação Franciscana tem o seu início antes mesmo de entrar no seminário e acaba com a morte (rsrsr). Quero dizer que tudo tem um aprendizado, inclusive a irmã morte, termo que São Francisco utiliza para mostrar essa integração com a morte que faz parte da vida. Mais voltando ao assunto, após esse período de conhecimento, fui para o Aspirantado (etapa posterior aprimeira etapa da formação Franciscana. No ano seguinte retornei a Cuiabá para a etapa do Postulantado (etapa de ano de preparação mais intensa e apropriada para se colocar melhor diante da vida franciscana que se quer definitivamente abraçar), Religiosa e ano em que se torna religioso. Terminado esse ano, chamado de Provação, faz-se os primeiros votos de Obediência, Pobreza e Castidade. Depois vim morar novamente em Cuiabá, onde fiz os estudos de Filosofia (é a continuidade do Noviciado, mas a principal tarefa neste período de três anos são os estudos filosóficos) e, depois fui para Campo Grande estudar Teologia (a vida cristã e religiosa é assumida no estudo de Teologia em toda a sua intensidade). Após a conclusão do Curso de Teologia, fui considerado apto para o exercício deste Ministério, sendo Ordenado Diácono, no dia 17 de Maio de 2008, em Rondonópolis/MT e padre aos 29 de novembro de 2008.


BLOG – Depois de uma longa etapa de estudos, a ansiedade deve ser muito grande para a ordenação presbiteral. Fale do significado deste momento para você.

FREI ANDRÉ – Quando você entra num Seminário existe uma expectativa do que você será no futuro. Ao olhar a caminhada que fiz, consigo visualizar cada cena e nela a atuante presença de Deus.Quanto ao dia da Ordenação são vários os sentimentos, por isso, é muito difícil de descrever uma Graça tão especial, que não há nenhuma palavra no dicionário capaz de sintetizar o que o coração sente, mas só a ressonância de um muito obrigado Senhor pela dádiva da vocação.


BLOG – Em vista dos seus confrades, os que estão se preparando para o ministério ordenado, para quais aspectos da formação presbiteral você chamaria a atenção deles para um cuidado maior?

FREI ANDRÉ – Penso que a experiência é a grande mestra da vida. Assim, na construção de qualquer edifício, é preciso saber qual é a base que irá sustentá-lo. Por isso, é necessário preparar-se muito bem para que possa servir melhor o povo que irá buscá-lo para saciar a sua sede de Deus.


BLOG – Existe alguma área da evangelização que você gostaria de atuar como presbítero. Justifique o por quê?

FREI ANDRÉ – Todas as vezes que abrimos a Palavra de Deus e vemos a atuação de Jesus, percebe-se o quanto Ele fez a diferença pela sua simplicidade, acolhimento e sinceridade. Tocava os corações de uma forma tão profunda que a atitude de quem fazia essa experiência não tinha outra decisão a não ser segui-Lo. Por isso, quero ajudar neste processo de Evangelização, um estudo bem focado na área da pesquisa para melhor compreender o ser humano e conseqüentemente trazê-lo de volta a Deus.


BLOG – Como foi à reação da família diante de sua decisão? Era algo já esperado?

FREI ANDRÉ – A decisão de ir para o Seminário foi sem dúvida uma grande surpresa para os meus pais. Essa decisão não é algo que as pessoas esperam. Só após um período, relendo a história e os fatos da vida se consegue com maior clareza vislumbrar o mistério do chamado. Algo muito bom em vista de uma tomada de decisão que não esteja condicionada a ninguém. Contudo, senti um grande apoio para tomar essa decisão com naturalidade.


BLOG – O que você diria aos jovens, sobre o carisma franciscano?

FREI ANDRÉ – O carisma franciscano fornece aos Jovens uma resposta eficaz frente aos desafios da pós-modernidade. Assimilar esse carisma significa ter a base sólida para uma vida feliz. Por isso Jovem, não tenham medo de fazer essa experiência franciscana como frade menor, como Jufrista (Juventude Franciscana) que lhe dará um sabor todo especial em suas vidas.


BLOG – Que mensagem você deixa para os nossos Paroquianos, Benfeitores e Confrades?

FREI ANDRÉ – Aproximando o Natal do Senhor, somos todos convidados a fazer a experiência do Deus que se faz menor. Na minoridade, na simplicidade e no reconhecimento da grandeza de Deus ao assumir essa realidade humana, podemos dar uma grande contribuição na reconstrução dos corações feridos pela violência e pela falta de Deus. Não tenham medo de ser Santos. Descubram a grande potencialidade do que podem realizar por meio dos dons que recebeu. Um forte abraço e que Deus os mantenha na sua graça e no seu Amor.



Fonte: Leandro Lima

É possível ser santo?

A santidade é uma possibilidade para todos

“Sou santo!” Quando ouvimos uma declaração dessas nos assustamos ou achamos presunção, orgulho, vaidade. Facilmente retrucamos afirmando: “Santo de pau oco?!”

A santidade nos parece algo tão distante ou quem sabe meio impossível. Por isso nem pensamos em persegui-la para alcançá-la. Embora Jesus nos tenha ordenado: “Sede perfeitos (santos), assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus 5, 48).

Podemos mesmo pensar que a santidade seja um chamado e uma possibilidade apenas para algumas pessoas especiais como papas, bispos, fundadores de comunidades e congregações religiosas. Mas não é assim. A santidade é uma possibilidade para todos, de modo especial para os batizados.

No batismo, recebemos o Espírito Santo. Não costumamos dizer “fogo quente”, pois, trata-se de uma redundância, já que só será fogo se for quente; nem “gelo frio”, pelo mesmo motivo. Mas, podemos afirmar que o Espírito que recebemos no Batismo é Santo, pois este tem como função santificar. A função do fogo é aquecer. A do gelo, esfriar. A do Espírito, santificar.

No livro do Êxodo vemos uma bela passagem que nos pode ajudar a entender a santidade: “Moisés notou que sarça estava em chamas, mas não se consumia” (Êxodo 3, 2). Deus disse a esse profeta: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa” (Êxodo, 3, 5).

Passemos o Novo Testamento à nossa vida.

a. A chama que queima e não se consome é o Espírito Santo, que recebemos em nosso batismo. Ele é Deus. Está em nós. É uma chama divina que habita em nosso interior e jamais se consome. Quando acendemos um fogo, se não pusermos lenha sempre que necessário, ele apagará. Consumida a lenha, termina o fogo. A chama do fogo do Espírito Santo é esta “sarça” que queima sem parar em nosso interior. Ela é capaz de queimar o tempo todo e não se consumir. Isso ocorre porque se trata de uma chama divina, portanto, não necessita que “se reponha a lenha”.

b. Esta terra é santa. Quem a santifica é a presença da chama ardente, que não se consome. Que permanece acessa. A terra torna-se santa devido à chama que nela está queimando. Aqui nos damos conta de que há verdadeiramente a possibilidade de sermos santos. A santidade é possível não porque sejamos uma terra santa por nós mesmos. Somos e continuamos pecadores, mas em nós arde uma chama, “a chama do amor”, a chama do Espírito Santo. Quem se deixa iluminar, é aquecido por ela. Quem segue este conselho da Palavra de Deus “deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os apetites da carne” (cf. Gálatas 5,16), crescerá em santidade, tornar-se-á “uma terra santa”.

Santidade é uma obra do Espírito Santo em nós. Assim como o fruto é uma “obra” da árvore; a pintura, do pintor; a escultura, do escultor; a santidade é uma ação do Espírito Santo Paráclito. Esta santidade poderá ser percebida pelos frutos daquela “terra” na qual arde a “sarça” do Espírito: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (cf. Gálatas 5, 22).

c. “Tira as sandálias dos pés”. Posso pisar sobre um fio elétrico e levar um grande choque ou não. Depende do isolante que eu tenha em meu calçado. Deus diz a Moisés: “Tira o 'isolante' dos teus pés”. Tira as sandálias! Pisa na terra! Entra em contado direto com ela. Sente o calor da terra. Deus deu-nos o Espírito Santo. Quis colocá-Lo tão em contato conosco que acabou colocando-O dentro de nós. Somos por Ele habitados para estarmos em contato direto o tempo todo e totalmente com Ele. Onde há isolante, a energia não chega. A cinza que se acumula sobre a brasa não permite que ela aqueça o churrasco. É preciso soprá-la. Jesus “soprou sobre eles dizendo-lhes: recebei o Espírito Santo” (cf. João 20, 22). O calor do Espírito nos aquece. Com esta força podemos progredir na santidade.

Se até hoje buscamos a santidade pelas nossas boas obras, renúncias, sacrifícios, podemos continuar. Mas, vamos acrescentar nessa busca a súplica constante para que o Pai dos Céus, que nos adotou como filhos, continuamente, sopre sobre “as brasas do Espírito” que recebemos no batismo. Que a chama da sarça do Espírito cresça sempre mais nesta terra, templos do Espírito, que somos, como nos diz a Palavra: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (I Coríntios 6,19). Desta forma nos tornaremos cada dia mais santos, porque possuídos, fortificados e guiados pelo Espírito Santo.

Peçamos todos os dias: Sarça ardente do Divino Espírito, que habitas em mim, e que me tornastes santo pelo Batismo, ajuda-me a progredir no caminho da santidade e a produzir os frutos do Espírito. Então não precisarei dizer para ninguém: “sou santo!”. Essa declaração vai se tornar dispensável, pois, “pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?” (Mateus 7,16).

Padre Alir Sanagiotto, SCJ

Coragem, a força do coração

Nossos medos podem nos paralisar

Gostaria de começar este artigo cantando uma música da Irmã Clenda, que a Adriana gravou em um de seus Cds:

Porque tenho medo se nada é impossível para ti / porque tenho medo se nada é impossível para ti?Nada é impossível para ti / nada é impossível para ti /Venceste a morte, pois nada é impossível para ti/Venceste a morte, pois nada é impossível para ti?Nada é impossível para ti / Nada é impossível para ti...

Essa música animou o meu ouvido hoje de manhã ao ouvir o Evangelho da tempestade acalmada por Jesus: ”Soprava um vento forte e o mar estava agitado...” (João 6,18). Apesar de serem pescadores e de terem anos de experiência no mar, principalmente, pescando à noite, eles tiveram medo. Diz o Evangelho que eles remaram uns cinco quilômetros, ou seja, não estavam muito longe da praia. Mas do que será que os Apóstolos de Jesus tinham medo? Por que era noite ou por que o vento agitava o barco e eles temiam morrer? Acredito que a maior tempestade estava no interior deles, e era essa agitação que Cristo queria acalmar. O Senhor quer acalmar os corações, porque o medo é uma ameaça que começa a destruir por dentro, mesmo que haja situações muito concretas no exterior, o medo nos destrói de dentro para fora.

Quantas situações nos aprisionam as mãos e os pés, colocando em nossas mãos algemas e nos pés correntes, mas quando isso acontece é porque o nosso coração já está cativo, a aparente calmaria externa pode revelar um turbilhão de tempestade dentro de nós e enquanto não fizermos como Pedro: estendermos nossa mão para dizer: “Senhor, socorra-me, estou perecendo”. Pois o medo tem a capacidade de nos paralisar; esse mal é a prisão do coração. E quem vive com medo não caminha, anda se esbarrando nas esquinas dos seus sentimentos e tenta completar-se no vazio dos seus sentimentos e dos outros. Quando temos medo de perder, somos aprisionados pelo sentimento de posse, pois onde há temor não há amor verdadeiro.

Quando temos muito medo de morrer é porque ainda não sabemos viver bem a vida; ou quando vivemos com medo de doenças, não experimentamos ainda o sabor de uma vida saudável. Da mesma forma, quando sentimos medo de nós mesmos, do que seremos capazes de fazer, é porque ainda não nos possuímos, porque não nos conhecemos o suficiente para respeitar os nossos limites e fraquezas. Quanto mais eu me conhecer, tanto menos medo eu terei de mim e daquilo que eu vou encontrar nos lugares escuros do meu interior. Quando temos medo dos outros, das pessoas, talvez ainda não experimentemos o verdadeiro amor por alguém e a capacidade de liberdade que o amor é capaz de nos dar. “O amor lança fora todo temor”.

Mas Jesus diz: “Sou eu. Não tenhais medo”. Aqui o Senhor revela para nós que a coragem, a força do coração, é capaz de mudar o exterior, mas principalmente nos libertar dos labirintos do temor, da escravidão de nós mesmos, dos outros e das coisas. Pois Deus nos criou para sermos livres e vivermos em busca do desconhecido; a força que existe dentro de nós, que se chama Deus, mas que é muito maior do que nós. “Eu te buscava fora e estavas dentro de mim” dizia Santo Agostinho sobre essa força, essa graça de felicidade e vida, que está dentro de cada ser humano, a coragem, a força de Deus, que vence todo medo.

Agora é preciso remar para dentro de mim e de DEUS, onde eu encontrarei a calmaria do conhecimento e da verdade. Aí eu serei livre, livre de todos os medos. De onde eu ouvirei duplamente essa voz de dentro de mim e do coração de Deus: “Sou eu. Não tenhais medo!”.

Minha bênção fraterna.

Padre Luizinho - Comunidade Canção Nova

Lançada Campanha da Fraternidade 2010: “Economia e Vida”

“A Campanha da Fraternidade Ecumênica visa a fortalecer os laços de fraternidade e de cooperação do povo cristão a serviço da transformação da sociedade brasileira para que seja mais justa e solidária”. A afirmação é do presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastor luterano Carlos Möller, ao abrir ontem, 10, o ato de lançamento do material da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, que abordará o tema “Economia e Vida”. O evento aconteceu no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Além de religiosos das cinco Igrejas que compõem o Conic, o ato contou com a presença da senadora Mariana Silva, do economista Paul Singer e do subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, além de turistas que visitavam o local. Um grupo que trabalha com a economia solidária, em Duque de Caxias (RJ), veio especialmente para o evento, carregando uma faixa de apoio à Campanha da Fraternidade do ano que vem.

“O Conic não quer criticar os sistemas econômicos, mas espera que a Campanha da Fraternidade mobilize as Igrejas e a sociedade para dar respostas concretas às necessidades básicas da pessoa humana e à salvaguarda da natureza”, disse o secretário geral do Conic, reverendo Luiz Alberto Barbosa, um dos coordenadores da próxima Campanha da Fraternidade que, pela terceira vez, será ecumênica.

“É preciso educar a sociedade afirmando que um novo modelo econômico é possível e denunciar as distorções da realidade econômica existente para que a economia esteja a serviço da vida”, completou o reverendo.

“Eu sonhava com a Campanha da Fraternidade sobre economia e vida. Este sonho está se realizando neste momento”, disse o economista Paul Singer, um dos convidados para o evento. Singer criticou a economia capitalista “que não gera vida” e “que não realiza justiça”. “Antes eu queria que o capitalismo fosse destruído. Agora penso que ele precisa ser superado”, disse o economista. “O amor deve entrar na discussão da economia. Além de água e alimento, carecemos de ser amados”, acentuou. Para o economista, não existe apenas uma economia, mas “economias”.

A ex-ministra e senadora, Marina Silva, destacou que a economia deve ser vista na perspectiva da solidariedade que implica uma “nova forma de nos relacionarmos com os outros e com a natureza”. Ela condenou o pragmatismo que tem tirado dos jovens o direito de sonhar. “O pragmatismo tem destruído a natureza, as relações políticas e tem levado os jovens a não sonhar e a não querer transformar o mundo”, disse Marina.

Segundo a ex-ministra, é necessário pensar a economia como fonte de vida. “Precisamos mudar a nossa forma de produzir, de consumir e de nos relacionarmos com a natureza”, disse.

Já o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, entende que a próxima CF será dirigia “aos que têm fome de pão e sede de justiça”. “O material (da CF) servirá a todas as pessoas, escolas, sindicatos, mídia e Igrejas. Ajudará para que as pessoas pensem: a economia (que temos) serve para atender às necessidades das pessoas ou para oprimi-las”, sublinhou.

A Campanha da Fraternidade de 2010 só começará na quarta-feira de Cinzas, dia 17 de fevereiro. O material é lançado com antecedência para que as lideranças se capacitem a fim de levar o debate às comunidades. O lema que vai animar as discussões desta Campanha é extraído do evangelho de São Mateus: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

A principal publicação sobre o conteúdo da CF é o texto base, um livro de 80 páginas, escrito com a participação de peritos em economia. “O sistema econômico deve visar o bem comum. Recebemos os bens para a vida e não a vida para a riqueza”, disse o reverendo Luiz Alberto. Um kit com todo o material foi entregue aos participantes do evento, inclusive à imprensa. Publicado pelas Edições CNBB, o material estará disponível nas livrarias católicas na próxima semana.

A cerimônia no Cristo Redentor foi encerrada com uma oração ecumênica presidida pelo secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, e pelos pastores das outras Igrejas presentes ao ato.


Oração:

“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” Mt 6,24c Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida. Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da conivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas. Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida. Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Fonte: CNBB

Tríptico de Bento XVI

TRÍPTICO DE BENTO XVI – CAPELINHA MISSIONÁRIA

O papa Bento XVI após concluir seu pronunciamento de abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (CELAM), presenteou a CELAM com um tríptico - uma espécie de oratório - pintado com imagens da ascensão de Jesus Cristo e cenas do Evangelho inspiradas na arte peruana da região de Cuzco, feito sob encomenda a pedido do papa para oferecer à conferência.
Apresentação: Explicação do Tríptico que Bento XVI deixou aos países da América Latina e Caribe um presente de sua presença, de sua oração, de suas palavras vivificantes e fortes. Junto a isso está a doação deste tríptico que representa o “Cristo do envio”. O povo crente o irá recebendo, não somente como uma ilustração de verdades. Talvez o fará seu e o transformará, pela oração, em um ícone de sua férvida e confiante devoção, em uma parábola pictórica na qual se unem o Credo da fé com a pessoa do Sucessor de Pedro.A Igreja Latino Americana e Caribenha considera como marco inicial de sua evangelização um ícone: a figura mestiça de Maria de Guadalupe, representada no manto de São Juan Diego. Agora Bento XVI retomou essa tradição e entregou aos Bispos participantes do Encontro em Aparecida, um tríptico evangelizador e devocional.Nele está contido a espiritualidade e o programa pastoral característico que propõe o lema da V Conferência: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos nEle tenham vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). O tríptico flue da tradição da arte cusquenha. Com esse tríptico do Papa se encontram simbolicamente em Aparecida, a cultura andina que partilha os países do Oceano Pacífico com o mundo lusófono das costas do Atlântico, ao qual pertencer o Santuário Nacional Mariano do Brasil.

O programa iconográfico se desenvolve interiormente em oito quadros e em outras imagens menores.
1. A figura central ocupa uma representação de Cristo Ressuscitado, na hora do envio missionário dos discípulos. A figura radiante de Jesus preside a totalidade do tríptico com a auréula de um sereno triunfo. E nos rostos dos enviados se manifesta a plural riqueza do Povo de Deus. Há homens e mulheres. Alguns têm a pele branca. Outros rostos são mulatos, de indígenas, ou de mestiços. Ao fundo se vê a cena do Calvário e dos anjos. E na legenda se reproduz a auto-definição do Messias, as palavras do envio discipular: “ide e fazei discípulos a todos os povos” (Mt 28,19) e a solene entrega à Mãe do Senhor a sua Igreja.

2. À luz do milagre de Caná se assinala, catequeticamente, o imperativo pastoral de mobilizar o amor a Maria por parte dos fiéis chamados a uma obediência irrestrita à vontade de Jesus: “fazei tudo o que ele vos disser”. A figura dos esposos, destaca a grandeza do sacramento do matrimônio. As jarras de vinho expressam a alegria dos discípulos que, “pela manifestação da glória..., Creram nEle”.

3. Vocação dos primeiros. Pedro, André, Tiago e João são chamados. Às palavras de escolha de Jesus recebem uma resposta humilde de Pedro que se sente indigno para seguir a vocação de Apóstolo. A partir de então serão pescadores de homens. Os quatro escolhidos aceitam remar mar adentro e lançar as redes somente “no teu nome”. O resultado é uma abundância milagrosa. Deixam tudo. Começam o caminho de seguimento discipular.
4. A multiplicação dos pães. O verde da relva recorda o que aconteceu na primavera. Cristo estende o poder de sua misericórdia, fazendo abundante o alimento escasso alimento inicial. Porém não é Ele quem entrega o pão à multidão – “dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos possuem a tarefa de atender aos necessitados. Ressoa aqui uma urgência inadiável. É o imperativo da Igreja Latino Americana e do Caribe atender aos pobres e marginalizados, “seja no socorro de suas necessidades mais urgentes, como também na defesa de seus direitos” (Homilia dos Bispos em 11 de maio).

5. Encontro com os discípulos de Emaús. Essa cena mostra como Jesus mesmo entra no dinamismo peregrinante da Igreja. Durante o caminho, Ele explica as Escrituras. E na mesa de Emaús, o Ressuscitado parte e compartilha o pão. Iconograficamente a atenção se focaliza na centralidade da Palavra e da Eucaristia. O texto da legenda registra a intensidade do encontro do discípulo com seu Mestre. É um ardor contemplativo que levará a um novo trajeto missionário na direção de Jerusalém.

6. A vinda do Espírito Santo. É o nascimento da Igreja. Os Apóstolos se congregam em torno de Maria Mãe. Pedro tem as chaves, como símbolo do seu encargo específico no Colégio Apostólico. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. Aparecem as mulheres, delas fala o Livro dos Atos. Unidade na comunhão do Espírito Santo. Variedade de carismas. Somente pela força divina que o Paráclito lhes concede, poderão assumir a missão confiada.

7. Os discípulos de Jesus evangelizam. Acontece agora. Os discípulos entram na vida de ‘nossos povos”. A evangelização acontece no diálogo cotidiano. Os discípulos e os missionários do século XXI prolongam o amor e o compromisso de São Juan Diego de Guadalupe, com a Bíblia na mão. Em seu manto vai, impressa pelo céu, a imagem da Virgem

8. O Pai Eterno e o Espírito Santo. Coroa o tríptico uma imagem do Pai de Jesus Cristo. É mostrado unido ao Espírito, ao Senhor Ressuscitado. Com esse arremate, todo o tríptico alcança um evidente caráter trinitário, tal como era usado nos retábulos da primeira evangelização. Se indica assim qual é a fonte e o destino da história humana. Assim o Deus Uno e Trino é proposto como a suprema realidade de amor, na qual se sustentam e inspiram todas as formas de comunhão e solidariedade que brotam do Evangelho.

9. Nas bordas laterais superiores dos painéis abertos, aparecem dois santos emblemáticos do primeiro século do cristianismo na América (sem dúvida, deve-se por isso!). Um é o grande missionário vindo de Espanha, São Turíbio de Mongrovejo. O Bispo místico realizou uma gigantesca obra evangelizadora partindo de sua Sede em Lima. A outra figura é Rosa de Lima. Representa a recepção do Evangelho por parte dos crioulos americanos. Essa leiga nascida em uma família de origem dominicana, chegou a alto cume de intimidade esponsal com Cristo e de heróica caridade com os pobres.


A Arquidiocese de Cuiabá entrega de presente para Comunidade (mini-capelinha missionária)
Encomendei também um FAC-SÍMILE do mesmo tamanho daquele que o Papa Bento XVI presenteou em Aparecida (2007). Iniciaremos uma PEREGRINAÇÃO PELA COMUNIDADE SANTO ANTÔNIO até 23/junho/2011 - CORPUS CHRISTI - Encerramento do PRIMEIRO CONGRESSO EUCARÍSTICO ARQUIDIOCESANO E PAROQUIAIS.
Agradeço sensibilizado!


+MILTON SANTOS - ARCEBISPO METROPOLITANO DE CUIABÁ