Existem diversas maneiras de ajudar, e uma delas é ajudando a divulgar este Blog.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A VII CAMINHADA FRANCISCANA PELA PAZ, TEVE MAIS DE 10.000MIL PESSOAS





"Seja a Paz que deseja para o Mundo"

QUEM NÃO FOI PERDEU....O SHOW NACIONAL COM A BANDA SENTIDO CONTRÁRIO



A Banda está pouco tempo na estrada em busca da PAZ e conquistando cada vez mais o público, a banda é composta por 5 Herois da Paz, formado por Haroldo Menezes(Vocal), Jairo Reis(Guitarra), Estevão(Violão e Vocal), José Carlos(Baixo e Vocal) e Henrique(Bateria).

Ja Gravou até com o Tico Santa Cruz (da banda Detonaltas).

VALEU A PENA CONFERIR!
O Show aconteceu, por volta da 21:00 desta sexta-feira no campo do Liceu Cuiabano,a entrada foi um kilo de alimento não perecivel...

PRESENÇA CONFIRMADA PARA CAMINHA PELA PAZ NESTE SÁBADO!!!
CLICK na parte de EVENTOS e CONFIRA todas as FOTOS...

Frei Willian


Paz e bem!
*No dia 20/10, terça-feira, pelas 6h, em Cuiabá, Frei William sofreu um acidente de carro. Dirigindo sob chuva, certamente em alta velocidade, ele perdeu o controle do veículo (saveiro) e foi de encontro ao poste de iluminação pública de uma rotatória. A batida acertou entre o pneu dianteiro e o motor, forçando a lataria a ir em direção ao motorista, deixando-o preso entre as ferragens. Frei William ainda conseguiu ligar para os confrades e contar do acidente. Foi atendido pelos bombeiros e levado para o Hospital Jardim Cuiabá, fez uma cirurgia para colocar pinos na perna esquerda, a grande prejudicada no acidente. Na próxima semana, Frei William será submetido a 3 cirurgias para reparar os males causados à sua perna. Serão alguns meses para a recuperação.Fonte:Frei Aluisio

*Terça-feira, dia 27, das 16h às 21h, no Hospital Jardim Cuiabá, Frei William passou pela primeira cirurgia na sua perna esquerda. Como são cirurgias demoradas, os médicos não quiseram fazer todas de uma vez. Passou bem e continua no apartamento 312. Na próxima terça-feira ou quarta-feira, haverá outra cirurgia. Aguardemos em preces pelo irmão. As visitas são limitadas. Os paroquianos ajudam com alegria e muita presença, aliviando os dois frades para a pastoral e celebrações.
*Viemos mais uma vez solicitar sua preciosa colaboração,Frei Willian esta precisando de doadores de sangue.

A doação pode ser feita no Hemocentro da Santa Casa:

Hoje, sexta-feira funcionará até às 19h
Sabado - 7H às 12H
Segunda-feira não terá atendimento

Terça-feira - 7h ás 19h

Desde de já agradecemos o apoio.
Rezemos uns pelos outros! Orações em especial para Frei William.
Abraço a todos.

Fonte:Frei Erivan e André

Santuário Eucarístico Nossa Senhora Dom Bom Despacho

Curiosidades..
1. Você SABIA que “SANTUÁRIO EUCARÍSTICO NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO”está sendo o nome mais aprovado a IGREJA DE NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO? Dê a sua opinião…
2. Você SABIA que o altar do “Santuário Eucarístico Nossa Senhora do Bom Despacho” tem o mais antigo SÍMBOLO
da Santíssima Trindade (Um Deus em Três Pessoas distintas!): a ÂNCORA?


a) Círculo: Deus-Pai; b) Trava horizontal formando uma Cruz: Jesus-Redentor;
c) Parte inferior da âncora: Espírito Santo!

3. Dom Milton “avisa” que nada tem a ver com o distintivo do Corinthians… a âncora!




(Somente para os Corintianos interessa a relação! HHhhuummm!!…)


Fonte: Arquidiocese de Cuiabá

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

IRMÃ MORTE

A irmã morte
Por N.G. Van Doornik

O mistério da vida e da morte é um mistério de pobreza. A vida é de graça. Nada fiz para viver. Os que me deram a vida, com toda sua consciência e bondade, nada sabiam da vida. Não puderam controlar o que deram.

Não puderam segurar a vida terrena deles mesmos.

Nada entendemos da morte, com todo o nosso progresso. Quanto mais o homem progride mais sabe que a morte, como a vida, é um mistério.

Só podemos agradecer. Agradecer pela vida de cada momento, pelo dom de cada momento, e pêlos dons da

vida dos outros, dos outros seres que a vida nos traz. Só podemos agradecer pelo mistério da vida, que é tão grande que ultrapassa a morte.

Agradecer é viver cada momento intensamente. Agradecer é viver.

Não precisamos ter medo da morte se o Senhor da Vida é Amor e nos prova isso a cada momento. Mas só os agradecidos entendem que Ele é Amor.

É claro que a gente tem um pouco de medo, aquele medo
que a gente sempre sente como parte da excitação das experiências muito grandes ou muito novas. É um medo vital, pelo qual também podemos agradecer.

Não somos nada, não temos nada, não levamos nada.

Mas tudo está ao nosso alcance e tudo pode ser vivido por nós intensamente, a cada momento.

O momento anterior já passou. Teve uma oportunidade única de ser vivido e já se fez passado. Mais assustadora que essa morte que dá a impressão de nos interromper o fluxo da vida é essa outra em que perdemos oportunidades de vida, em que algo passa e não é integrado nem aproveitado.
Fonte: Franciscanos

Você é um construtor da paz?

Amemos a paz, que é o mais precioso de todos os tesouros. Exponhamos, hoje, o nosso coração a Jesus, o Príncipe da paz, com toda a sinceridade, para que Ele apazigue o nosso coração.

Muitas vezes, até conseguimos esconder das pessoas as nossas más inclinações e conflitos interiores, mas, o que ocultamos aos homens é revelado a Deus.

Quando temos a coragem de colocar toda a nossa vida na luz de Cristo, tudo se faz novo e experimentamos uma profunda liberdade de espírito, e como o Salmista, não nos cansaremos de louvar ao Senhor:

“Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o Seu Nome é excelso” (Sl 148,3).

Não guardemos nada de ruim no nosso interior, fazê-lo é um veneno para o corpo e para a alma; provoca em nós um profundo desequilíbrio em todos os aspectos, sem contar que impedimos a graça de Deus de chegar até nós.

Perdoemo-nos mutuamente e esqueçamos totalmente as ofensas recebidas. Peçamos ao Senhor a graça de sermos construtores e instrumentos da paz.

Jesus, eu confio em Vós!
Fonte: Luzia Santiago

domingo, 11 de outubro de 2009

Aparecida e sua mensagem


Deus se encantou com esta mulher e a fez sua Mãe

Bem escreveu Dom Helder Câmara, saudoso arcebispo de Recife e Olinda: "Não nos basta tua sombra, ó Mãe, comove-nos tua imagem!" É assim que nos sentimos diante da pequenina imagem da Senhora Aparecida. Como aconteceu esta "aparição"? A história é muito comentada, mas podemos nos perder nos detalhes e, por isso, arrisco contá-la numa pequena síntese.

Em 1717, iria passar pelo nosso Vale do Paraíba o Conde de Assumar, uma visita ilustre para os pobres moradores da região ribeirinha. Fazia parte da viagem passar pelo Porto de Itaguaçu, hoje cidade de Aparecida. Conta-se que iriam servir uma refeição para o Conde. O que tinham de melhor? Os peixes do Rio Paraíba. Mas o rio não estava para peixe. Com receio de não terem o que servir, pediram ajuda aos céus. Lançaram as redes, e nada. Até que pescaram o corpo de uma pequena imagem e, em seguida, veio para a rede a cabeça, da mesma imagem.

Que imagem era essa? Uma imagem barroca, de terracota, da Imaculada Conceição. Acredita-se que esta imagem tenha sido lançada no Rio Paraíba na altura da cidade de Jacareí. Por sinal, bem junto à ponte que liga a Praça dos Três Poderes ao bairro São João, existe uma antiga capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Mais um detalhe, a padroeira da Matriz de Jacareí é a Imaculada Conceição. A partir daí a pequenina imagem de cor morena, devido ao lodo do fundo do rio, passou a ter como casa a casa dos pescadores. Tempos depois improvisaram uma pequena capela.

A fama da imagem foi crescendo. Qual imagem? Aquela "aparecida" nas águas do rio. Daí vem o nome, que se tornou nome de tantos e tantas: Aparecida. Alguém poderia se perguntar: qual a mensagem deixada? Como tantos outros já disseram, aqui registro o seguinte: a mensagem de Aparecida está ligada ao modo como apareceu e ao contexto histórico.

A imagem da Imaculada Conceição traz Maria grávida de Jesus. É de uma mulher grávida. Maria vem para nos apresentar Jesus, para nos apresentar a Jesus. Isto é o que importa. A imagem está de mãos postas, como que rezando. A nós ela pede que façamos o que Jesus nos disser, a Ele ela intercede por nós: "Eles não têm mais vinho", como no Evangelho de João, no capítulo segundo. A cabeça e o corpo precisam ser unidos, como a Igreja Corpo Místico de Cristo precisa estar unida a "Cristo Cabeça". Sem Ele, cabeça deste corpo, nada somos e nada podemos. Ainda, a imagem vem para a barca dos pescadores. A barca é símbolo da Igreja nos Evangelhos. Maria entra na história do nosso povo, da Igreja no Brasil. A imagem brota das águas, como nós brotamos para a Igreja pelas águas purificadoras do Batismo. A imagem vem para os pequenos, para os pobres, e num período em que os negros viviam no regime da escravatura. Aí vem uma outra "coincidência": só em 1888 a imagem recebe uma "casa digna", que hoje chamamos de Basílica Velha. Parece-nos que ela esperou seus pobres filhos serem libertos para aceitar um presente melhor. A casa só veio quando seus filhos foram libertos. Ela é a Mãe Morena do povo brasileiro.

Também quero sublinhar os presentes que o povo deu à imagenzinha: uma coroa, uma capa. Assim ela foi ornamentada. Deus se encantou com esta mulher e a fez sua Mãe. Ela, por sua vez, também nos encantou. Contemplando a pequenina imagem, vemos um esboço de sorriso em seus lábios. Ela é, sem dúvida alguma, o sorriso de Deus para a nossa gente, para todos nós!
Pe. Rinaldo Roberto de Rezende
Cura da Catedral de São Dimas

Festa de São Francisco de Assis

São Francisco nasceu no ano de 1181 ou 1182 (não se tem uma certeza quanto à data) na cidade de Assis, Itália. Seus pais são Pedro Bernardone e Dona Joana. No batismo, recebeu o nome de João, mas ao regressar de uma viagem o pai lhe deu o nome de Francisco. Pedro Bernardone era comerciante de tecidos.

Francisco se torna um jovem muito popular em Assis. Era conhecido por sua alegria e pelo gosto por festas.

Em 1204, Francisco passa por um longo período doente. Em 1204 ou início de 1205, ele vai para a guerra que estava acontecendo em Apúlia. Nesta guerra, tem uma visão e, podemos dizer que aí começa seu processo de conversão.

Entre os meses de setembro e dezembro, em oração em uma pequena igreja abandonada, ouve a voz de um crucifixo (o crucifixo de São Damião), que lhe diz: “Francisco, vai e reconstrói a minha igreja”. A princípio Francisco entende como desejo de Deus que aquela igreja onde ele fazia orações fosse reconstruída. Passa então a reformar a pequena igreja de São Damião (o crucifixo de São Damião vem desta igreja. È a mesma imagem de quem ele ouve a voz).
Entre janeiro e fevereiro de 1206, Francisco despoja-se diante do Bispo Guido II. Abandona a família e passa a viver isolado. Pensam que estava louco. Mas seu propósito era viver o Evangelho. Para isso, entendia que precisava abandonar tudo e viver na radicalidade da pobreza.

Entre os meses de março a junho deste mesmo ano de 1206, presta seus serviços aos leprosos. Usa um hábito de eremita. Em 1208, no dia 24 de fevereiro, festa de São Matias, Francisco ouve na Porciúncula o Evangelho de envio apostólico. Troca as vestes de eremita por um hábito rude e torna-se pregador itinerante. É o início da vida propriamente franciscana. No dia 16 de abril deste mesmo ano, recebe os primeiros companheiros: Frei Bernardo de Quintavalle e Frei Pedro Cattani e, no dia 23 do mesmo mês, recebe Frei Egídio.

Em 1209, já são onze os companheiros de Francisco. Escreve uma breve Regra de vida e vai à Roma com os companheiros para pedir aprovação ao papa para a forma de vida que estão levando. Recebem uma aprovação oral do papa. Neste ano de 2009, comemoramos 800 anos de aprovação desta regra.

No dia 18 ou 19 de março de 1211 ou 1212, noite de Domingo de Ramos, Clara foge de casa e se junta a Francisco. Francisco a conduz ao mosteiro das beneditinas. Tempos depois, faz umas adaptações na Igreja de São Damião e transfere Clara para lá, juntamente come outras irmãs que já se haviam juntado a ela.

Em 1219 morrem os primeiros frades em missão, no Marrocos. São considerados mártires franciscanos. Motivado pelo ideal de martírio, Santo Antônio pede para ser admitido na Ordem Franciscana.

Em 1223, Francisco redige a Regra definitiva da Ordem, que é aprovada pelo papa Honório III. Na noite de Natal deste ano, Francisco celebra a festa diante de um presépio. Nasce aqui a tradição de montagem do presépio. Francisco queria reviver o nascimento de Cristo tal qual ele foi, por isso monta um presépio vivo.

Entre 15 de agosto e 29 de setembro de 1224, Francisco dirige-se a um monte chamado Monte Alverne com Frei Leão e Frei Rufino, a fim de fazer uma quaresma de oração e jejum em honra a São Miguel. Na proximidade do dia 14 de setembro, festa da exaltação da Santa Cruz, Francisco tem uma visão de um Serafim alado (um anjo com asas) e crucificado. Recebe os estigmas nesta ocasião. Em 1225 ele já está bastante doente. Quase cego. Compõe o Cântico do Irmão Sol. No dia 03 de outubro de 1226, à tarde, Francisco morre cantando.
Em 1228, no dia 16 de julho, é canonizado.


Fonte: Franciscanosonlane

O grande valor da comunhão espiritual


A Igreja convida os divorciados recasados a unir-se a Cristo



A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que nos levam a uma íntima união com Cristo, e Jesus não deixará de nos conceder as suas copiosas bênçãos.

Nos dias de hoje, pode-se fazer, com frequência, a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus ao longo dos dias da nossa vida. Ela é e pode ser o único meio de união e intimidade com Deus para quem, por exemplo, não guardou uma hora de jejum eucarístico, vive numa situação de irregularidade perante a Igreja ou pratica outra religião.

A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, "mas podem recebê-la espriritualmente" na hora santa, ao entrar em uma igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, ou nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida. "Senhor, que de Vós jamais me aparte" (Jo 6,35), pois, "Quem come deste pão viverá eternamente" (Jo 6,58).

É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual (SC,55). Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer essa comunhão.

a) nos Documentos da Igreja
Um dos melhores meios para os divorciados recasados participarem ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.

Que o magistério reconheça a relação entre a graça e a comunhão espiritual que se deduz especialmente do convite que a mesma Igreja faz aos divorciados recasados de unir-se a Cristo pela comunhão espiritual.
Mais ainda: "Os fiéis devem ser ajudados na compreensão mais profunda do valor da participação ao sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual, da oração, da meditação da Palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça" (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos,1994, n.6).

"A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, poderia e deveria ser em maior medida promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente, quer para servir de verdadeiro conforto a quantos não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, quer por várias razões. Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos – afirmam os bispos do Sínodo - a tristeza de quantos não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar sem conformidade com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9). Alguns divorciados que voltaram a casar-se aceitam com sofrimento o fato de não poderem receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo com irregularidade na sua situação (cf. CIC 2384), vocês não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos-lhes que participem na Santa Missa dominical e que se dediquem assiduamente à escuta da Palavra de Deus para que ela possa alimentar a sua vida de fé, caridade e partilha” (MENSAGEM DA XI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS AO POVO DE DEUS. Cidade do Vaticano, 21 de outubro de 2005).

A Exortação Apostólica pós-sinodal "Sacramentum caritatis", de 22 de fevereiro de 2007, confirma: "Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II (170) e recomendada por santos mestres de vida espiritual" (171) SC,55).

b) Na teologia
É importante, segundo o padre G. Muraro redescobrir a doutrina do desejo do sacramento - através da comunhão espiritual - para continuar a presença de Jesus na vida dos divorciados. Ele apela ao antigo princípio, segundo o qual o caminho sacramental não esgota todos os caminhos da graça.
O lugar teológico de referência para entender este caminho alternativo se encontra em Santo Tomás, o qual trata da comunhão espiritual.

Segundo a explicação de Santo Tomás, a realidade do sacramento pode ser obtida antes da recepção ritual do mesmo sacramento, somente pelo fato que se desejar recebê-lo (cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologicae, III, q. 80,a, 4).
O valor da comunhão espiritual como caminho extrasacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja "com firme confiança, crê que, mesmo aqueles afastatos do mandamento do Senhor e que vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84" (cf. G. Muraro, I divorziati risposati nella comunitá cristiana, Cinisello Balsamo, Paoline,1994 in Sc. Catt. art. cit. 564-565).

Dom Edvaldo, enfatizando o valor e o bem da comunhão espiritual, encoraja os casais em segunda união e os aconselha a fazer esta comunhão na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor for tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.

Padre Luciano Scampini
Sacerdote da paróquia N. S. Aparecida, da Arq. Campo Grande