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sábado, 27 de março de 2010

SEMANA SANTA

Entrada de Jesus em Jerusalém

A comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém, com a bênção e a procissão dos ramos, supõe a proclamação do Evangelho, que dá sentido ao ato litúrgico (Mt 21,1-11). O louvor público é o reconhecimento messiânico da pessoa de Jesus (v.9), pela explicação bíblica, mais fácil, da relação do Messias com a dinastia davídica. De fato, a saudação messiânica Hosana ao Filho de Davi (v.9a), no ato de bendizer o que vem em nome do Senhor (v.9b), é a confirmação do oráculo de Natã (2Sm 7,16), através do qual o povo espera e reconhece a chegada daquele descendente privilegiado, cujo trono seria estável ou permanente.
Entretanto, Jesus parece preferir servir-se de outros textos escriturísticos para se deixar reconhecer como Messias. Ao querer montar no jumento para entrar na cidade (vv.2-3), assume a missão messiânica, descrita por Zacarias: Dizei à Filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, filho de uma jumenta (v.5; cf. Zc 9,9-10).
Ao contrário das expectativas normais de um rei poderoso e guerreiro, Jesus opta por um messianismo anti-messiânico, por colocá-lo na via humilhante de contradição: mansidão, pobreza, serviço. Escolhendo o jumento, não só relega o simbolismo do cavalo, animal de porte e de guerra, expressão régia do poder, do comando, da fortaleza, da nobreza e da beleza, mas também opta pelo seu contrário, que é a manifestação da onipotência na fragilidade e da glória na humilhação. Esta contradição, presente na entrada triunfal em Jerusalém, é a própria maneira como, em obediência ao plano do Pai, exercerá nesta mesma cidade da paz, a obra maior da libertação e da redenção dos homens, através do caminho da cruz.
O contraste da cena do Messias, aclamado pelo povo como descendente de Davi e montado burlescamente no jumento, se evidencia no conjunto da própria Liturgia de hoje, simultaneamente de Ramos e da Paixão. Com efeito, cessado o aspecto triunfal da comemoração da entrada em Jerusalém, a Liturgia da Missa realça apenas o caminho escolhido por Jesus para realizar sua messianidade: a entrega à morte, e morte de cruz. O mesmo povo que o aclamara, aparece, então no processo de sua condenação.
Este ato contraditório se explica pelo messianismo anti-messiânico, ligado à pregação e irrupção do Reino, que contraria os interesses dos poderosos. Rejeitando-se o Messias, sua pessoa e sua mensagem, rejeita-se também o Reino que veio instaurar através dos meios pobres, mas eficazes, que escolhera. A cruz e a morte se colocam, então, no horizonte desta recusa do projeto messiânico: o caminho do amor que se doa a Deus e aos homens, em prol da justiça e da paz, através da mansidão e da humildade.

sexta-feira, 26 de março de 2010

SEMANA SANTA

A Semana Santa perdeu seu poder de envolvimento do povo católico. A maioria aproveita a ocasião para o lazer. A própria sociedade, através das empresas de turismo, faz um apelo forte para que as pessoas aproveitem o feriadão. As causas são diversas, como: a secularização da sociedade, a falta de uma boa preparação litúrgica, a falta de formação cristã e a fraqueza na fé.
Uma parcela, porém, marca presença fiel na liturgia da Paixão, Morte e Ressurreição do Salvador Jesus Cristo, mantendo assim a identificação pascal com seu fundador.
Motivar-se para momento tão solene e sagrado é obrigação de todo fiel católico. Para tanto, não confunda a Semana Santa como tempo de descanso e lazer; motive-se para celebrar o mistério da Redenção; participe das celebrações na sua comunidade; vivencie os atos celebrados; observe o espírito penitencial da Sexta-Feira Santa, o jejum, a abstinência, evitando os excessos; leia, na Bíblia, a narrativa da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus; procure receber o Sacramento da Penitência; reze pelos sacerdotes, na Quinta-Feira Santa, por ser o dia em que Cristo instituiu o sacerdócio de que eles participam; contribua com a coleta especial; reparta o alimento com as pessoas necessitadas, como Jesus fez na Eucaristia, partilhando o pão; reavive a esperança da vitória do Cristo sobre o pecado e a morte, lutando para vencer todas as forças do mal presentes hoje; faça da Páscoa o acontecimento de cada dia.

Se os católicos não celebrarem a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, quem irá celebrá-las?

Frei Erivan Messias da Silva, OFM
Frei André Moreira dos Santos, OFM
Frei William Lopez Rivero, OFM

quinta-feira, 25 de março de 2010

Bento XVI explica o sentido da Semana Santa


Quarta-feira, 08 de abril de 2009, 09h40

O Papa Bento XVI explicou na Catequese desta quarta-feira, 8, o itinerário do Tríduo Pascal, o conjunto de celebrações mais importante do ano para a Igreja, "que nos oferece a oportunidade para atualizar os mistérios centrais da Redenção"."A partir da tarde de amanhã, com a Missa da Ceia do Senhor, os solenes ritos litúrgicos nos ajudam a meditar de forma mais viva a paixão, morte e ressurreição do Senhor", disse.Bento XVI sublinhou o "prelúdio" que é a "Missa Crismal", na qual se exprime "a plenitude do Sacerdócio de Cristo, assim como a comunhão eclesial que deve animar o povo cristão reunido para o Sacrifício Eucarístico e vivificado na unidade pelo dom do Espírito Santo". Nesta celebração se abençoam o óleo dos catecúmenos e dos enfermos e se consagra o Santo Crisma. Este ano, a Missa Crismal tem um significado particular, destacou o Santo Padre, "pois será quase como uma preparação ao Ano Sacerdotal, que eu convoquei por ocasião dos 150 anos da morte de Santo Cura de Ars, e que terá início no próximo dia 19 de Julho".Sobre a Celebração da Ceia do Senhor, quinta-feira à tarde, o Papa recordou que "esta celebração nos convida a dar graças a Deus pelo dom da Eucaristia, que devemos acolher com devoção e adorar com fé".Por sua vez, a Sexta-feira Santa, "comemorando a paixão e morte de Jesus na cruz, é um dia de tristeza, mas ao mesmo tempo o momento propício para despertar a nossa fé, reforçar a nossa esperança e coragem para levarmos a nossa cruz, com humildade e confiança em Deus, na certeza do seu apoio e da sua vitória".Finalmente, "no grande silêncio do Sábado Santo, a Igreja vela em oração, partilhando os sentimentos de Maria - de sofrimento e de confiança em Deus"."Este recolhimento vai-nos conduzir à Vigília pascal, onde explodirá a alegria da Páscoa. Será então proclamada a vitória da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte e a Igreja se alegrará pelo reencontro com o seu Senhor", destacou o Papa.
Ao final da Catequese, Bento XVI saudou os diversos peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Em sua saudação em língua portuguesa, o Papa disse:"Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os estudantes brasileiros de Londrina e todos os participantes no encontro universitário internacional UNIV 2009, formulando os votos mais cordiais de uma feliz e santa Páscoa para cada um dos presentes, suas famílias e comunidades de estudo e de fé. Possam os dias do Tríduo Pascal fortalecer em todos a esperança e a coragem de levar a sua cruz com humildade, confiança e abandono em Deus, certos do seu apoio e da sua vitória. Com estes votos, dou-vos a minha Bênção Apostólica".